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Famílias começam a ser beneficiadas com colheita de horta comunitária do CRAS Santa Maria

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VÁRZEA GRANDE

Cinco famílias, moradoras do bairro Santa Maria, foram as primeiras beneficiadas com a colheita produzida pela horta comunitária que está sendo desenvolvida no Centro de Referência em Assistência Social – CRAS, da região Sul. A dona de casa Maria Josinete de Oliveira foi uma das contempladas, ela recebeu três tipos de alfaces: crespo, americano, roxo e de rúcula.

“Essas hortaliças irão reforçar nossa alimentação. Sou mãe de sete filhos e ainda cuido de um irmão. No momento estou desempregada e conto só com os auxílios que recebo. Esses benefícios oferecidos aqui no CRAS Santa Maria ajudam e muito”, comentou a moradora.

A coordenadora do Centro, Iolice Feliciano Ribeiro, explica que as famílias contempladas com as hortaliças foram indicadas pela equipe técnica do CRAS. “São pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade e já são acompanhadas pelos serviços de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), e que estão devidamente cadastradas no CadÚnico”.

Ionice Feliciano destacou ainda que a partir do momento em que as hortaliças estiverem prontas para consumo, as famílias são orientadas a irem ao CRAS para fazer a retirada dos produtos prontos para a colheita. “Amanhã faremos a colheita de quatro tipos de alfaces e todas elas já têm destino certo. Serão entregues para as demais famílias cadastradas. Atendemos em torno de 120 famílias e todos serão beneficiados de acordo com a rotatividades das colheitas”, assegurou.

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A coordenadora destacou ainda que além das alfaces estão sendo cultivados rúcula, pimentão, tomate, jiló, berinjela, repolho, cenoura e beterraba. “Algumas espécies demoram até 75 dias para estar prontas para colheitas, daí a necessidade de se ter paciência e muita irrigação e cuidado, para que elas possam estar bem cuidadas e prontas para consumo”.

A horta comunitária foi preparada pelos alunos do curso de hortaliças, realizado pelo SENAR (Sistema Nacional de Aprendizagem Rural), parceiro da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, e que integra o programa ‘Qualifica + VG’. O curso de Olericultura Básica, produção de folhosas e sistema de irrigação para hortaliças e de frutos, totalizou 200 horas entre aulas teóricas e práticas.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, lembra que a ideia de ocupar os espaços livres para a implantação das hortas comunitárias foi sugerida pela primeira-dama de Várzea Grande, a promotora de justiça Kika Dorilêo Baracat, em uma de suas visitas ao local. “Ela propôs essa iniciativa por entender que essa também é uma forma de se empreender, por isso a realização dos cursos de olericultura básica, ajudando a comunidade local na distribuição dos alimentos cultivados”, destacou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande e Cuiabá articulam mesa técnica no TCE para fortalecer atendimento à população vulnerável

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As Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá se reuniram nesta segunda-feira (22) com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir pautas relacionadas à assistência social. Entre os temas debatidos estavam recursos financeiros, atendimento à população idosa, apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade social, dados do Cadastro Único (CadÚnico) e o fortalecimento das políticas públicas do setor.

Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, cerca de 78 mil famílias estão inscritas no CadÚnico, totalizando aproximadamente 166 mil pessoas cadastradas. O número representa pouco mais de 50% da população do município. Deste total, cerca de 22 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família.

Conforme a prefeita Flávia Moretti, mais de 80% dos custos da assistência social são custeados com recursos próprios do município.

“A instituição dessa mesa técnica é de extrema importância porque, hoje, em Várzea Grande, mais de 80% dos custos da assistência social são mantidos com recursos próprios. Precisamos dialogar em um tripé formado por município, Estado e Governo Federal, com o apoio do Tribunal de Contas, para encontrar soluções e planejar os serviços oferecidos à população”, destacou a prefeita.

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A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, informou que o município conta atualmente com quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro POP e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo ela, a pasta dispõe de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para atender a demanda do setor.

“A situação de vulnerabilidade social é muito grande em nosso município. Nosso orçamento ainda é insuficiente para atender uma demanda tão expressiva em Várzea Grande”, afirmou.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf, responsável por propor a criação da mesa técnica, ressaltou a gravidade do cenário enfrentado pelas duas maiores cidades de Mato Grosso.

Segundo ele, Cuiabá e Várzea Grande somam cerca de 440 mil famílias cadastradas no CadÚnico.

“Queremos realizar um estudo aprofundado sobre a população vulnerável, especialmente idosos, pessoas em situação de rua e crianças que necessitam de acolhimento. Em um segundo momento, construiremos propostas voltadas à implementação de políticas públicas mais eficientes e de qualidade”, explicou.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela de Oliveira, informou que a Capital possui 119 mil famílias inscritas no CadÚnico. Para ela, a criação da mesa técnica permitirá o desenvolvimento de ações conjuntas e mais eficazes no enfrentamento das desigualdades sociais.

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“Vamos unir esforços entre Cuiabá, Várzea Grande e o Tribunal de Contas para implantar medidas capazes de retirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade. Apresentamos um diagnóstico da realidade e buscamos alternativas para desenvolver ações integradas e eficientes”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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