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POLÍTICA

Deputados realizam instalação da CCJR e elegem presidente e vice-presidente

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Foto: Ronaldo Mazza

Os deputados Júlio Campos (União) e Dr. Eugênio (PSB) foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (15). A eleição foi realizada durante a reunião de instalação da CCJR e contou com a participação dos membros titulares Thiago Silva (MDB), Elizeu Nascimento (PL) e Diego Guimarães (Republicanos) e do deputado suplente Wilson Santos (PSD).

A reunião foi presidida pelo deputado Júlio Campos, que conduziu a instalação e a eleição. O deputado apresentou os nomes para os cargos e todos os titulares acataram a sugestão. “Pela minha experiência acredito que posso contribuir muito com os trabalhos legislativos desta, que é a comissão mais importante da Casa”, afirmou Campos. O parlamentar destacou ainda que pretende atuar de forma independente sem ceder às pressões do Poder Executivo. “Meu compromisso maior é com o regimento e a legislação estadual”, defendeu. “Nós vamos trabalhar com a presidência da Casa de Leis e fazer com que a comissão funcione como assessoria técnica permanente, sem pressa nem atropelamentos, mas no tempo da Casa”, concluiu.

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Para o deputado Elizeu Nascimento, a composição da comissão para este mandato contempla a participação de diversas representações sociais.  “É muito importante que a CCJR seja composta por deputados que atuam na defesa de diferentes segmentos sociais. Isso garante um trabalho mais técnico e, principalmente, mais democrático”, afirmou.

Primeira sessão extraordinária – Na ocasião, a comissão convocou a primeira reunião extraordinária para votar o PEC 12/2020 – Mensagem do Governo 172/22, que trata da regulamentação das unidades de conservação ambiental do estado. A proposta limita a criação de novos parques e prevê o prazo de dez anos para concluir a efetiva demarcação e implantação das unidades já existentes.

O presidente destacou a importância de colocar a matéria em pauta para dar andamento à votação. “O governo está disposto a estadualizar o Parque da Chapada dos Guimarães, com previsão de investir duzentos milhões em quatro anos para fazer o mais parque ecológico e turístico do estado”, defendeu. No entanto, essa decisão, segundo ele, também passa pela necessidade de regulamentar as unidades de conservação já criadas. “Pagar a desapropriação dos vários parques que foram criados por decreto estadual precisa de um orçamento de aproximadamente quatro ou cinco bilhões. Só o Parque Ricardo Franco custará ao Estado mais de 2 bilhões de reais”, afirmou.

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A relatoria do projeto foi do deputado Thiago Silva, que deu parecer favorável, rejeitando a Emenda Supressiva nº 01, de autoria do deputado Lúdio Cabral (PT).  “Essa é uma situação que já perdura 20 anos e que precisa ser resolvida e pacificada o quanto antes”, afirmou. O voto foi acompanhado pelos demais membros e o projeto segue para votação.

Fonte: ALMT

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ALMT celebra 90 anos do IBGE em sessão especial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta terça-feira (16), sessão especial em homenagem aos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O evento foi requerido pelo deputado Eduardo Botelho ocorreu no Plenário das Deliberações Renê Barbour e reuniu autoridades, servidores, homenageados, familiares e convidados.

O IBGE foi criado em 1936, inicialmente como Instituto Nacional de Estatística, e é o principal provedor de dados e informações do país, atendendo à sociedade civil e aos órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal. As informações produzidas pelo instituto oferecem uma visão ampla e atualizada do Brasil e são utilizadas para o planejamento, a formulação de políticas públicas e a tomada de decisões.

“Celebrar os 90 anos do IBGE é celebrar a construção do conhecimento sobre o nosso país. É reconhecer o trabalho silencioso, técnico e indispensável de milhares de profissionais que, ao longo de nove décadas, ajudaram o Brasil a conhecer a si mesmo”, declarou Botelho.

Em Mato Grosso, o IBGE está presente há 81 anos e conta atualmente com 16 agências, cerca de 70 servidores efetivos e aproximadamente 200 servidores temporários. Segundo a superintendente do instituto, Milanne Chaves da Silva, o estado representa um grande desafio para o órgão, devido às grandes distâncias, às diferentes realidades regionais e à presença de três importantes áreas ambientais: Pantanal, Parque do Xingu e Cerrado.

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“Mato Grosso é um dos estados que mais crescem no Brasil, e o planejamento desse crescimento depende de informações precisas sobre população, urbanização, produção agropecuária, infraestrutura e meio ambiente. O IBGE tem sido parceiro fundamental na compreensão dessa realidade e na construção de políticas públicas mais eficientes para nossa população”, destacou a superintendente, que foi agraciada com a Comenda Dante de Oliveira durante a solenidade.

Segundo ela, o Censo Agropecuário para Mato Grosso é um dos principais levantamentos feitos pela instituição, uma vez que o estado que é o maior produtor de grãos do país e possui o maior rebanho bovino.

“Temos hoje menos de 20% de área cultivável e, mesmo assim, somos o maior produtor de grãos do país, temos o maior rebanho bovino, fora as outras culturas. É uma oportunidade ímpar para que os municípios tenham o raio-x de toda a produção, seja extrativista, pecuária, de grãos ou de pequena propriedade”, frisou.

Secretário-adjunto de planejamento e governo digital da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag), Sandro Luís Brandão Campos reforçou a importância das informações coletadas pelo órgão para o planejamento das políticas públicas.

“Os dados do IBGE ajudam o governo a entender a dinâmica da população e a realidade econômica, social e ambiental, para direcionar indicadores e políticas públicas, desde o cálculo do PIB dos municípios até o mapeamento da vegetação primária do estado”, disse.

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A Comenda Dante de Oliveira também foi concedida a Aurelino Levy Dias de Campos, servidor do IBGE há 44 anos. Ao falar sobre os trabalhos desenvolvidos ao longo desse período, Aurelino destacou que, além do Censo Demográfico, o órgão realiza pesquisas mensais, trimestrais, semestrais e anuais em áreas como construção civil, comércio, serviços, indústria, agropecuária e produção de etanol.

“Essas pesquisas são importantíssimas para o país e ajudam a fazer análises de conjuntura, produtividade e desenvolvimento econômico”, afirmou.

Clélia Rosa de França, servidora mais antiga do IBGE em Mato Grosso, com 50 anos de atuação, destacou a satisfação em fazer parte dos quadros da instituição e citou a divisão dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul como um fato marcante durante a sua trajetória. “O IBGE é uma escola. A gente aprende muito e leva esse conhecimento para a vida”, salientou.

Na ocasião, também foi entregue o título de cidadão mato-grossense ao presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e moções de aplausos aos servidores do instituto, como forma de reconhecimento aos serviços prestados.

Fonte: ALMT – MT

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