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Alan Porto afirma que militarização da Escola Adalgisa de Barros, em VG, está nas mãos da comunidade escolar

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Foto: Ronaldo Mazza

A convite do deputado Lúdio Cabral (PT), o secretário de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto, foi questionado, na manhã de terça-feira (14), sobre os processos de atribuições de professores e equipes de apoio das unidades escolares, da militarização da Escola Adalgisa de Barros – Várzea Grande, e da transferência das aulas da Escola André Avelino em Cuiabá.

Durante a reunião, o secretário Alan Porto fez a entrega de um relatório produzido pela atual gestão da Escola Adalgisa de Barros sobre as condições encontradas na unidade de ensino. Segundo ele, a gestão encontrou livros e materiais didáticos que não tinham sido entregues aos estudantes. 

O documento relata que a nova equipe encontrou uniformes encaixotados, peças que deveriam ser entregues gratuitamente aos alunos. O relatório aponta ainda que existiam 13 ares condicionados lacrados e ainda filtros de águas que não eram trocados. “Estavam todos vencidos”, disse Porto. 

Porto informou que existiam na conta da escola, R$ 90 mil. Parte do recurso é destinada à manutenção preventiva e corretiva da escola. “Tudo foi registrado. Muito lixo foi retirado da escola Adalgisa. Não é o secretário que está falando, é um documento público que eu entrego às mãos do deputado Lúdio”, afirmou Porto.

Em relação a Escola Estadual André Avelino, localizada no bairro Consil, em Cuiabá, o secretário Alan Porto afirmou que o impasse para o início das aulas, aos alunos que não tinham efetivadas as matrículas, já estão equacionado. Segundo ele, as aulas começaram nesta quarta-feira (15). De acordo com Porto, a gestão escolar está com a Escola Estadual Professora Eliene Digigov, localizada no bairro Bela Vista. 

Na escola, de acordo com o secretário, estão matriculados 548 alunos. Mas, desse total, 240 estudantes efetivaram as matrículas próximas da sua unidade escolar, e outros quase 300 começam as atividades no prédio alugado pela Seduc, no Grande Templo da Igreja Assembleia de Deus. 

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“Eles terão todo acompanhamento, com todo monitoramento da diretora da escola, que já entrou em contato com todos os pais, que estão efetivando as matrículas. As turmas já foram criadas e os professores atribuídos. Não haverá prejuízo de carga horária. Os profissionais da unidade vão fazer a reposição do tempo que não foi trabalhado”, disse Porto. 

Questionado sobre a militarização da Escola Estadual Adalgisa de Barros, localizada em Várzea Grande, o secretário Alan Porto afirmou que a Seduc está mantendo diálogo com a comunidade – pais, alunos, professores e toda a sociedade local – para encontrar o melhor encaminhamento à unidade escolar. 

“É um processo de diálogo.  A diretora Valdelice está fazendo um trabalho de excelência. Ela está mantendo conversas com a comunidade e com o Grêmio Estudantil da escola. Se for desejo dos estudantes, dos pais e da comunidade, a Seduc implantará a unidade militar.  Hoje, a Escola Adalgisa é uma unidade regular e está sendo atendida da melhor forma possível, as aulas estão acontecendo e os professores já foram atribuídos”, explicou Porto. 

De acordo com Porto, quem vai decidir o futuro da unidade escolar é a comunidade. “Se eles desejarem que a unidade seja transformada em escola militar, vai ser transformada. Se o desejo for o de não militarização, não vai ser transformada. Por isso é importante abrir o diálogo. A diretora Valdelice foi procurada por diversos pais que desejam que a escola seja militar. Mas tem alguns estudantes que não querem a escola militarizada”, afirmou Porto. 

Ao afirmar que a demora nos ajustes das atribuições de professores, técnico de apoio administrativo e vigia ainda não está 100% efetivada é em função de as escolas estaduais terem um aumento de mais 10 mil matriculas. Segundo Porto, foram criadas mais 333 turmas em 2023, em todo o Estado. Hoje, existem 670 unidades escolares em Mato Grosso. 

Lúdio rebateu a afirmação do secretário Alan Porto que o aumento de dez mil alunos matriculados na rede pública de ensino seja de novos estudantes. Segundo o petista, que o fato surgiu do redimensionamento que o Estado está fazendo com algumas escolas municipais. 

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“Isso é um problema. Por quê novas matrículas após o início das atividades escolares? A raiz para isso está no problema do fechamento das escolas que a Seduc insiste em chamar de redimensionamento. São alunos que eram do município, que deixou de ofertar os anos finais do ensino fundamental e que tiveram que vir para a escolas estaduais”, explicou Lúdio. 

Para o parlamentar, a pauta sobre as atribuições de professores é bastante complexa. Segundo ele, a Seduc precisa dar transparência às planilhas que mostram onde cada professor será vai dar aula. “O fato de o profissional ter na planilha a informação que foi convocado, não significa que ele está dando aula. Queremos que a Seduc acrescente na planilha se o professor foi atribuído, com a carga horária, a escola e a ordem de classificação do processo seletivo”, disse o parlamentar.

Em relação as atribuições dos vigilantes, o secretário Alan Porto afirmou que o Seduc possui 1.243 profissionais efetivos para atender 670 unidades de ensino de todo o Estado e que o governo está em fase de estudo à implantação de um sistema eletrônico de segurança. Lúdio rebateu afirmando que o número de vigias é insuficiente para atender a demanda de todas as escolas estaduais.

“A conta não bate. Com esse número, o profissional tem que trabalhar 98 horas por semana. Mas a carga horária é de apenas 30 horas semanais. Para isso, é preciso de, no mínimo, três profissionais. Mesmo com a instalação de um sistema eletrônico, é preciso de um profissional para operar o equipamento. A Seduc não pode ter um profissional sobrecarregado na tarefa, com excesso de carga horária. Está errado. Esses profissionais estão cumprindo a carga horária de quase cinquenta horas por para dar conta da vigilância”, explicou Lúdio. 

Fonte: ALMT

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CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).

O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.

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“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.

Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.

A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.

Serviço

Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde

Data: 17 de junho de 2026

Horário: 14h

Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Fonte: ALMT – MT

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