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Goleiros são destaque no caminho às semifinais da Copa no Catar

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Os semifinalistas da Copa do Mundo FIFA de 2022, no Qatar, mergulharam fundo nas reservas de resiliência, bravura e autoconfiança para se posicionarem a dois jogos da imortalidade esportiva. A fim de alcançarem esse estágio da competição, é claro que as equipes também precisaram que os seus principais jogadores comparecessem; mas Argentina, Croácia, França e Marrocos viram os seus fantásticos goleiros protagonizarem momentos de brilhantismo para manterem vivos os sonhos da torcida O FIFA+ direciona os holofotes para os homens que buscam o prêmio mais cobiçado do futebol jogando entre as traves.

Emiliano Martinez – Argentina

Idade: 30 anos Jogos pela seleção: 24 Jogos sem ser vazado no Qatar: 2 Gols sofridos: 5 Emiliano Martínez ostenta diversos atributos técnicos de alto nível, mas foram o carisma contagiante e a paixão visceral pela Albiceleste que o transformaram em herói cultuado na sua terra natal. O status foi sedimentado durante o triunfo argentino na Copa América de 2021. Martínez defendeu três cobranças na semifinal decidida nos pênaltis – o falatório incessante parece ter desestabilizado os batedores colombianos – e teve uma atuação impecável na famosa vitória por 1 a 0 na decisão contra o Brasil no Maracanã. Martínez reforçou a sua marca novamente no Qatar, registrando um desempenho vitorioso e liderando ativamente a última linha da defesa. A reputação como especialista em pênaltis só cresceu nas quartas de final contra a Holanda, com belas defesas nas cobranças de Virgil van Dijk e Steven Berghuis na vitória da Scaloneta.

O número

Martínez só perdeu uma vez nas 24 partidas que disputou com a camisa da Argentina, surpreendida pela Arábia Saudita por 2 a 1 na estreia pela fase de grupos.

Você sabia?

O apelido de Martínez é “Dibu” pela suposta semelhança com a personagem de animação do seriado argentino Mi Familia es un Dibujo (Minha família é um desenho).

O que eles disseram

“Emi é um fenômeno. Ele é um dos melhores goleiros do mundo.” Lionel Messi

Dominik Livakovic – Croácia

Idade: 27 anos Jogos pela seleção: 39 Jogos sem ser vazado no Qatar: 2 Gols sofridos: 3 Em 2018, Dominik Livakovic mostrou entusiasmo no banco croata quando o goleiro Danijel Subasic foi o herói do país nas decisões por pênaltis contra Dinamarca e Rússia no Mundial. Livakovic assumiu o posto com louvor na Copa do Qatar. O jogador do Dínamo de Zagreb brilhou nas vitórias sobre Japão e Brasil nos mata-matas. Nos dois desempates por penais, só três das oito cobranças conseguiram passar por ele. Mesmo excetuando-se o drama dos pênaltis, Livakovic pode ser considerado o maior destaque individual da Croácia no torneio até aqui, com uma série de defesas impressionantes. As intervenções atléticas de Livakovic contribuíram para frustrar os craques do ataque brasileiro ao longo do emocionante encontro pelas quartas de final. De fato, as suas 11 defesas representam o maior número registrado por um goleiro em duelos de Copa do Mundo desde 2014.

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O Número

A atuação de Livakovic diante do Brasil fez dele apenas o 15º jogador a receber nota 10 do prestigiado diário esportivo francês L’Équipe.

Você sabia?

Livakovic foi o único atleta que atua em um clube do próprio país presente na equipe que começou jogando pela Croácia nas quartas de final.

Quote

“Dominik é um goleiro fantástico e está no auge da forma. Ele foi o diferencial contra o Brasil. Ele estava lá para nos salvar.” Zlatko Dalic

Hugo Lloris – França

Idade: 35 anos Jogos pela seleção: 143 Jogos sem ser vazado no Qatar: 0 Gols sofridos: 5 Com vasta experiência, Hugo Lloris leva tranquilidade, autoridade e qualidade a um elenco francês recheado de talentos de primeira classe. E o goleiro já fez história no Qatar, superando o campeão mundial de 1998 Lilian Thuram como o jogador que mais vezes representou a França dentro dos gramados. O jogador do Tottenham alcançou a marca na tensa vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas de final, em que toda a sua habilidade esteve à mostra com defesas vistosas nos chutes do companheiro de clube Harry Kane e de Jude Bellingham em cada uma das metades da partida.

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Agora, Lloris espera se tornar o primeiro jogador a capitanear o seu país em duas conquistas mundiais consecutivas.

O número

Lloris registra impressionantes 62 jogos sem sofrer gols nas 143 ocasiões em que entrou em campo pela França.

Você sabia?

O irmão mais novo de Lloris, Gautier, joga profissionalmente no Le Havre, da segunda divisão francesa. Ele tem 27 anos e representou a França na seleção sub-17

O que eles disseram

“Hugo é o coração e a alma da nossa equipe. É um feito incrível [bater o recorde de jogos disputados pela França]. Ele vai entrar para a história e tenho muito orgulho dele.” Antoine Griezmann.

Yassine Bounou – Marrocos

Idade: 31 anos Jogos pela seleção: 50 Jogos sem ser vazado no Qatar: 3 Gols sofridos: 1 Arqueiro sensacional, Yassine Bounou é um dos astros da equipe marroquina que está fazendo história no Qatar.

O goleiro do Sevilla foi praticamente imbatível nesta Copa do Mundo: ele só foi vazado no gol contra de Nayef Aguerd na vitória de 2 a 1 sobre o Canadá na fase de grupos.

Os pênaltis defendidos por Bounou na decisão contra a Espanha nas oitavas de final permanecem na memória, mas a sua defesa mais espetacular aconteceu na vitória de 1 a 0 sobre Portugal. A venenosa finalização de João Félix na entrada da área parecia destinada a igualar o marcador para a equipe de Fernando Santos no finalzinho da partida, mas Bounou conseguiu desviar a bola milagrosamente por cima do travessão.

O Número

Em março de 2021, Bounou marcou o seu primeiro gol como profissional. O goleiro de 1,95 metro acertou uma finalização cirúrgica aos 49 minutos do segundo tempo para empatar o duelo entre Sevilla e Valladolid pelo Campeonato Espanhol

Você sabia?

Bounou nasceu em Montréal, no Canadá, de pais marroquinos. Ele se mudou para Casablanca aos três anos de idade.

Quote

“Pela linguagem corporal do Bounou, você pode ver que ele acredita em si mesmo, que é muito confiante. Ele acredita na sua habilidade.” Jay-Jay Okocha.

Fonte: Agência Esporte

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Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo

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O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.

O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.

A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.

Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.

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O castigo no segundo tempo

Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.

A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.

O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.

Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.

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O caminho da Noruega

Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.

FICHA TÉCNICA
Placar

Brasil 1 x 2 Noruega

Competição Copa do Mundo (oitavas de final)
Local MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)
Data 5 de julho de 2026 (domingo)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões amarelos Neymar (Brasil)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistentes Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR Tatiana Guzman (NCA)
Gols Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil)
Brasil Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior.
Técnico do Brasil Carlo Ancelotti
Noruega Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland.
Técnico da Noruega Stale Solbakken

Fonte: Esportes

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