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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: População ocupada no agro no 2º tri é a maior para o período desde 2015

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Cepea, 23/08/2022 – A população ocupada (PO) no agronegócio brasileiro somou 19,09 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2022, aumento de 4,6% (ou de 839 mil de pessoas) frente ao mesmo período do ano passado, segundo indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a partir de informações dos microdados da PNAD-Contínua e de dados da RAIS. Trata-se, também, do maior número de pessoas atuando no setor em um segundo trimestre desde 2015, quando a PO totalizou 19,18 milhões de pessoas.

Pesquisadores do Cepea indicam que esse avanço se trata de uma recuperação de ocupações que foram perdidas pelos desdobramentos da crise gerada pela pandemia. Dentre os segmentos, os destaques foram as agroindústrias e os agrosserviços, que apresentaram crescimentos significativos, de quase 371,98 mil e de 605,73 mil pessoas, respectivamente, frente ao mesmo período do ano passado. Entre o primeiro e segundo trimestres, especificamente, a população ocupada no agronegócio aumentou 1,9%, e isso se deve às variações positivas observadas em todos os segmentos.

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PERFIL DO TRABALHADOR – Pesquisadores do Cepea indicam que o crescimento observado para a população ocupada no agronegócio entre o primeiro e o segundo trimestres de 2022 ocorreu entre os trabalhadores assalariados (com e sem carteira assinada) e os trabalhadores por conta própria.

Quando analisado o perfil de instrução da PO, verificou-se que, a despeito da manutenção do crescimento de pessoas com grau superior, que tem sido observado nos últimos anos, houve avanço importante para todas as categorias de escolaridades – sobretudo para os trabalhadores sem instrução, em termos relativos. Em relação ao gênero, verificou-se que a maior parte do crescimento no período recente foi ocupada por mulheres.

BRASIL – No Brasil como um todo, 98,27 milhões de pessoas estavam ocupadas no segundo trimestre deste ano, bem acima dos 89,38 milhões no mesmo período de 2021. Ainda assim, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,42% de abril a junho de 2022, contra 20,41% no segundo trimestre de 2021.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de trabalho do agronegócio aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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