CUIABÁ
Falta de Coronavac impede início de vacinação contra Covid de crianças de 3 e 4 anos em Cuiabá
CUIABÁ
Em 13 de julho a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso emergencial da vacina Coronavac em crianças de 3 e 4 anos de todo o território brasileiro. Cerca de uma semana depois, o Ministério da Saúde divulgou uma Nota Técnica com as orientações sobre a vacinação deste grupo e os municípios que ainda possuíam estoques de Coronavac deram início à imunização das crianças.
Em Cuiabá não foi possível começar a imunização desta faixa etária, visto que a capital não tem mais doses do imunizante. “A última remessa de Coronavac que Cuiabá recebeu foi em 12 de julho, num total de apenas 500 doses. Elas foram usadas para completar o esquema vacinal das crianças acima de 5 anos que já tinham tomado a primeira”, explicou Valéria de Oliveira, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.
Valéria revelou que a capital mato-grossense ainda possui estoque de Pfizer pediátrica, para crianças de 5 a 11 anos. “A vacinação das crianças começou em janeiro deste ano e ainda assim não conseguimos alcançar 50% grupo de 5 a 11 anos com a primeira dose. O grupo de 5 a 11 anos em Cuiabá é composto por 60.659 crianças e foram vacinadas 47,5% com a primeira dose e 28% com a segunda”, comentou.
A coordenadora disse que, tão logo Cuiabá receba as doses de Coronavac, a vacinação das crianças de 3 e 4 anos terá início. “Atualmente temos 13 locais de vacinação infantil, espalhados por todas as regionais da cidade, inclusive na regional rural. Assim que recebermos a Coronavac, começaremos imediatamente a imunização deste grupo. Aproveito para pedir que os pais que não levaram ainda suas crianças a partir dos 5 anos para receber a dose da vacina, que o façam o quanto antes. As vacinas são seguras e graças a elas estamos vencendo a pandemia”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Consultório na Rua ultrapassa 4,7 mil atendimentos a pessoas em situação de rua em Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, mantém o Consultório na Rua, serviço voltado ao atendimento da população em situação de rua. As equipes já realizaram 4.714 atendimentos de janeiro até 23 de setembro de 2026. Os dados estão inseridos e documentados no e-SUS PEC.
Atualmente, 1.907 pessoas em situação de rua estão cadastradas no serviço. Do total de atendimentos realizados neste ano, 3.665 foram destinados a homens e 1.049 a mulheres. Embora o atendimento contemple todas as faixas etárias, a maior concentração está entre pessoas de 40 a 64 anos.
O Consultório na Rua é uma estratégia da Atenção Primária à Saúde que leva o atendimento diretamente aos territórios onde estão as pessoas em situação de rua. A proposta é facilitar o acesso ao SUS e garantir acompanhamento para uma população que, muitas vezes, enfrenta dificuldades para chegar aos serviços convencionais de saúde.
As duas equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e contam com enfermeiros, médicos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, psicólogos e profissionais de saúde bucal.
Entre os serviços ofertados estão consultas, curativos, testagens rápidas, coleta de exames para investigação de tuberculose, acompanhamento de tratamentos, distribuição de insumos de prevenção e encaminhamentos para outros serviços da rede de saúde e da assistência social.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a atuação no território permite aproximar os serviços públicos de saúde da população em situação de rua.
“O Consultório na Rua é uma estratégia importante para garantir que o atendimento chegue até as pessoas que mais precisam. A equipe vai até onde essa população está, identifica as necessidades e oferece o cuidado necessário, além de fazer os encaminhamentos para os demais serviços da rede. É uma forma de ampliar o acesso à saúde e fortalecer o atendimento do SUS”, afirmou Deisi Bocalon.
Segundo a secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, o trabalho das equipes não se limita ao atendimento realizado no momento da abordagem, mas envolve também o acompanhamento e a articulação com outros serviços.
“A equipe consegue acompanhar o usuário no próprio território, identificar as demandas e construir os encaminhamentos necessários. O atendimento começa na rua, mas o cuidado pode continuar em outros pontos da rede, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explicou Cinara Brito.
Além das consultas e procedimentos, os profissionais também realizam ações de prevenção, acompanhamento de doenças e orientação em saúde. Quando necessário, os usuários são encaminhados para unidades básicas, serviços especializados e demais equipamentos da rede municipal.
O trabalho também envolve articulação com a assistência social, permitindo que as equipes atuem de forma integrada diante das diferentes necessidades apresentadas pela população atendida.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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