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OVOS/CEPEA: Oferta e demanda ajustadas mantêm preços estáveis há 45 dias

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Cepea, 25/7/2022 – Mesmo com o avanço da segunda quinzena e a consequente redução da demanda interna, os preços dos ovos comerciais seguem estáveis há 45 dias nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Isso porque, apesar da menor procura, o setor segue controlando a oferta da proteína, sustentando as cotações. Na quinta-feira, 21, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, comercializada em Bastos (SP), foi negociada a R$ 145,31, estável frente à quinta anterior, 14. Em Santa Maria de Jetibá (ES), a pressão da menor procura nesta segunda metade do mês levou vendedores a concederem descontos. Assim, os preços tiveram leve recuo de 1% entre 14 e 21 de julho, a R$ 145,42/cx na quinta. Para os ovos vermelhos, as cotações recuaram ligeiro 0,4% em ambas as praças, para R$ 162,51/cx na capital paulista e R$ 170,72/cx na capixaba no dia 21. Com relação à média mensal, o preço do ovo branco comercializado em Bastos está em R$ 145,09/cx na parcial deste mês (até o dia 21), 0,4% inferior ao de junho. Para o produto vermelho, o recuo mensal é ainda menor, de 0,2%, a R$ 162,09/cx na parcial deste mês. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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