CUIABÁ
Obras inéditas de Adir Sodré chegam ao Paço Imperial, no Rio de Janeiro
CUIABÁ
Uma exposição inédita de obras do artista mato-grossense Adir Sodré (1962-2020) chega ao Paço Imperial nesta quarta-feira, dia 20 de julho, às 17h. Intitulada Podre de Chique: uma retrospectiva extraordinária de Adir Sodré, tem entrada franca e fica em cartaz até 23 de outubro. A exposição conta com apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.
A mostra reúne obras inéditas ao público, presentes em diversas coleções brasileiras que, desde cedo, reconheceram a importância deste artista: “Uma exposição retrospectiva de Adir Sodré, permite-nos dimensionar a relevância de sua obra, pois os temas por ele tratados há mais de três décadas ainda permanecem extremamente atuais e estão nas manchetes: a defesa ambiental, a crítica ao poder político, o perfil ainda elitista do sistema de arte e as questões referentes à sexualidade. Adir trata com muita elegância e contundência tudo isso”, afirma Margareth Telles, fundadora do MT Projetos de Arte, idealizadora da exposição.
Os curadores Guilherme Altmayer e Leno Veras explicam que organizaram a exposição de forma não linear quanto a sua cronologia. “As obras estão mescladas em cinco proposições conceituais: Cuyaverá (Cuiabá), Tapa na cara pálida (horrores da branquitude), Ditos e malditos (imundos das artes), O pop não poupa ninguém (cultura de massas) e Manifestos paus, Brasil! (fabulações estético-eróticas)” Na exposição, que conta com apoio da Prefeitura de Cuiabá, há um retrato de Gilberto Chateaubriand, que colecionou a obra do pintor mato-grossense desde a década de 80, quando o artista despontou na exposição do Parque Lage, na Geração Oitenta. E outro retrato de Pietro Maria Bardi, que o convidou para uma individual no MASP, quando o artista contava apenas 21 anos.
Adir Sodré
Adir Sodré nasceu, em 1962, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, mas passou quase toda a vida na capital. Ao som de artistas como a berlinense Nina Hagen e a sul-mato-grossense Tetê Espíndola, Adir pintou, freneticamente, por mais de quarenta anos. Sua produção aborda temas relacionados à cultura regional e defesa ambiental e dos povos indígenas. Além de celebridades espetaculares, transformistas icônicas, milicos e cânones. Além, é claro, dos ímpetos desejantes de liberdade de gêneros e sexualidades; com Picassos e Matisses, Tarsilas e Divines, como pano de fundo para extravagantes ficções. O artista expôs nos Museus de Arte Moderna de Paris, Nova Iorque, Rio e São Paulo. Está presente no acervo de grandes museus nacionais e internacionais. Faleceu em 2020, aos 58 anos.
Serviço:
O que: Abertura da exposição Podre de Chique – Retrospectiva Extraordinária de Adir Sodré
Quando: quarta-feira, dia 20 de julho (visitação até 23 de outubro)
Horário: de terça a domingo, das 12h às 18h.
Onde: Paço Imperial – Praça Quinze de Novembro, 48 – Centro, Rio de Janeiro
Quanto: Entrada gratuita
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto
Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.
Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.
A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.
“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.
No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.
Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.
Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.
“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.
A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.
A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.
“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.
Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
-
ESPORTES2 dias atrásBotafogo vence o Caracas na Venezuela e assegura melhor campanha geral da Sul-Americana
-
ESPORTES5 dias atrásBragantino goleia o Vasco em São Januário
-
MATO GROSSO6 dias atrásPolícia Militar prende dupla suspeita por tráfico de drogas em Cuiabá
-
MATO GROSSO6 dias atrásPolícia Civil prende em flagrante padrasto por estupro de enteada em Sinop
-
ESPORTES6 dias atrásAthletico vira sobre o Remo no Mangueirão e assume o quarto lugar no Brasileirão
-
POLÍCIA3 dias atrásPolícia Civil apreende 178 tabletes de maconha e desarticula esquema de distribuição de drogas na região de Rondonópolis
-
MATO GROSSO6 dias atrásBatalhão Ambiental da PM prende homem por armazenar pescado ilegal em Nova Canaã do Norte
-
MATO GROSSO6 dias atrásPolícia Militar reforça patrulhamento na região Sudeste de MT e aumenta apreensão de drogas




