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CITROS/CEPEA: Colheita de tangerina poncã se aproxima do fim em SP

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Cepea, 1º/7/2022 – A colheita de tangerina poncã se iniciou em fevereiro no estado de São Paulo, mas a intensificação da oferta ocorreu apenas em meados de março. Agora, a comercialização da variedade se aproxima do fim no estado. Segundo colaboradores do Cepea, as últimas frutas paulistas devem ser colhidas até o encerramento de julho, com a oferta local se desacelerando na segunda quinzena do mês. Em agosto, ainda deve haver tangerinas de Minas Gerais no mercado, o que pode restringir valorizações da fruta em SP. Segundo colaboradores do Cepea, tanto em SP quanto em MG, a produção de tangerina poncã foi bem distribuída ao longo dos meses, sem grandes concentrações de produção. Contudo, diante das restrições econômicas do País e da queda das temperaturas em maio e junho, o consumo não foi alavancado neste ano. Assim como para a laranja, produtores se mostram preocupados com o aumento dos custos de produção da tangerina poncã, diante da forte valorização dos insumos. Um alento é que os preços também subiram: em junho, a média de comercialização foi de R$ 33,43/cx de 27 kg, na árvore, alta nominal de 18,3% em comparação com a de junho de 2021. Já frente a maio/22, houve queda de 12,4%. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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