NOVO REFORÇO
Várzea Grande anuncia 4ª dose a partir desta terça-feira contra a Covid-19
SAÚDE
Em alerta quanto ao aumento considerável de casos de Covid-19, Várzea Grande inicia vacinação da 4ª doses para a população de 40 anos acima.
O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, assim que recebeu nesta segunda-feira, Nota Técnica do Ministério da Saúde autorizando a 4ª dose para aqueles vacinados com Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac, e a dose de reforço para aqueles vacinados com a Janssen, determinou o imediato começo da vacinação nas unidades de Saúde Municipais.
“É preciso que as pessoas se conscientizem que a COVID 19 ainda não está debelada, os casos aumentaram em demasia e mesmo não existindo a letalidade dos outros surtos, as unidades de saúde estão lotadas, o excesso de exames e de atendimentos travam o Sistema Único de Saúde – SUS em Várzea Grande”, disse o prefeito Kalil Baracat.
Ele pontuou que novas medidas e reforço estrutural e financeiro estão sendo disponibilizados para a Secretaria Municipal de Saúde, mas que é fundamental que as pessoas compreendam a necessidade de se completar o ciclo vacinal, mesmo quando a ciência e a medicina, constantemente promovem alterações na aplicação do número de doses.
Pela decisão adotada pelo prefeito Kalil Baracat em comum acordo com o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, a partir desta terça-feira, 21 de junho, serão vacinadas as pessoas com a 2ª Dose de Reforço para aqueles que receberam a vacina Janssen e já tem mais de quatro meses ou 120 dias e 18 anos ou mais.
Também serão vacinados aqueles com 40 anos acima com a 4ª dose de vacina contra a COVID 19 e com mais de 120 dias ou 4 meses para aqueles que receberam a vacina Pfizer, AstraZeneca ou CoronaVac, lembrando ser essencial, respeitar a idade e o prazo de intervalo, além de comprovar com o cartão de vacinação as doses anteriores recebidas.
“Queremos que todos estejam imunizados contra a COVID e não nos faltará determinação e empenho para tal, mas precisamos contar com a compreensão e com a participação das demais pessoas”, disse o prefeito.
Para o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, o quadro atual é tão perigoso quanto aquele vivenciado em 2020 e 2021 quando o número de óbitos explodiu em todo o mundo. “Não vamos aqui fazer um alarde desnecessário, mas está comprovado pela ciência e pela medicina que a vacina tem efeitos positivos e garante que as pessoas passem pelo COVID sem risco de morte, mas como ainda não se sabe, a durabilidade e a novas mutações que o vírus SARS-CoV-2, sempre é bom que haja precaução e zelo para se evitar o pior”, disparou Gonçalo Barros.
Na última semana, Mato Grosso voltou a superar a barreira de 1.000 casos diários com até 5 mortes.
“Neste final de semana prolongado e com feriados, estive diariamente acompanhando o funcionamento e as atividades das principais unidades de saúde de Várzea Grande, o Hospital Pronto Socorro Municipal – HPSMVG e na UPA IPASE e UPA Grande Cristo Rei, que funcionam 24 horas por dia e porta aberta, via SUS, sem nenhuma cobrança da população e percebi que a média de pessoas procurando atendimento para Síndromes Respiratórias Agudas Graves – SRAG, superou a nossa capacidade de atendimento e confirmando mais de 50% dos atendimentos e exames realizados como casos de COVID 19”, explicou Gonçalo Barros.
Ele sinalizou ainda que vai notificar a Secretaria de Estado de Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde – CONSEMS, para o aumento de casos e para o estrangulamento da estrutura de saúde pública para que medidas sejam adotadas em comum acordo a fim de se enfrentar este novo surto de casos de COVID que tende a ser pior por causa do inverno que já começou e vai até 21 de setembro, quando as doenças respiratórias aumentam de forma considerável.
Na tabela em anexo está o cronograma de vacinação até o próximo dia 30, acontecendo em 14 pontos distintos de Várzea Grande e cobrindo todas as regiões. Em negrito os locais de vacinação das crianças e nos demais os adultos, lembrando ser necessário respeitar o intervalo de 120 dias ou quatro meses e idade acima dos 18 anos para aqueles que vão receber a vacina Janssen e acima dos 40 anos para aqueles que vão receber as demais vacinas, Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac.
SAÚDE
Estudo aponta eficácia de tratamento por radiofrequência na redução de dor crônica
O uso da radiofrequência demonstrou alta eficácia no alívio da dor causada pela osteoartrite de joelho. É o que aponta um estudo realizado no Hospital Federal de Ipanema (HFI), no Rio de Janeiro, publicado na revista científica Acta Ortopédica Brasileira. A pesquisa avaliou o impacto do procedimento em pacientes que aguardam a cirurgia de artroplastia total do joelho (prótese de joelho) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Desenvolvido pelo Serviço de Ortopedia e Traumatologia do HFI, o estudo comparou a aplicação de radiofrequência convencional com o tratamento por infiltração intra-articular de corticosteroide. Ao todo, os pesquisadores acompanharam 71 joelhos por um período de seis meses, avaliando a intensidade da dor e a capacidade funcional dos pacientes.
Os resultados demonstraram que os pacientes submetidos à radiofrequência apresentaram desempenho superior em comparação ao tratamento com corticoide. Após seis meses de acompanhamento, mais de 76% dos participantes tratados com a técnica registraram redução significativa da dor, além de melhora da funcionalidade e da mobilidade.
A radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo que utiliza energia térmica para atuar nos nervos geniculares, responsáveis pela transmissão da dor no joelho. O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, preservar a capacidade funcional e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes durante o período de espera pela cirurgia.
No Hospital Federal de Ipanema, a técnica é utilizada há cerca de cinco anos no tratamento da dor crônica em pacientes com artrose de joelho, artrose de quadril e dor lombar de origem facetária, consolidando a radiofrequência como uma importante alternativa terapêutica para casos em que o tratamento conservador não apresenta os resultados esperados ou enquanto o paciente aguarda a intervenção cirúrgica.
Além de confirmar a eficácia da técnica, a pesquisa identificou fatores clínicos e radiográficos que podem influenciar a resposta ao tratamento, contribuindo para o aprimoramento dos critérios de indicação e para o avanço do conhecimento científico na área da ortopedia.
Para o chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do HFI, Glaucus Cajaty dos Santos Martins, os resultados representam um importante avanço tanto para a assistência quanto para a pesquisa.
“A radiofrequência demonstrou ser uma técnica segura, minimamente invasiva e eficaz no controle da dor, proporcionando melhora significativa da funcionalidade dos pacientes durante o período de espera pela cirurgia. Para o HFI, é motivo de orgulho contribuir com uma pesquisa que integra assistência, ensino e produção científica, gerando evidências que podem beneficiar pacientes em todo o Sistema Único de Saúde”, ressaltou o médico.
Hospital federal de Ipanema
O Hospital Federal de Ipanema – HFI, vinculado ao Ministério da Saúde, presta atendimento de média e alta complexidade. A unidade realiza procedimentos cirúrgicos em diferentes especialidades, incluindo videocirurgia, cirurgia bariátrica (redução de estômago) e procedimentos para tratamento de cálculo renal por ultrassom. Também participa da formação de profissionais de saúde por meio de programas de Residência Médica.
Fernanda Amorim
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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