MATO GROSSO
Polícia Penal apreende 33 celulares durante revista na penitenciária Mata Grande
MATO GROSSO
Policiais penais apeenderam 33 smartphones na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis (315 km de Cuiabá), durante operação Corpus Christi, realizada nesta segunda-feira (13.06).
A operação faz parte das medidas adotadas pelo Sistema Penitenciário para impedir a entrada e a permanência de celulares e outros ilícitos nas unidades do Estado. A meta é acabar com os casos de crimes praticados por reeducandos a partir da penitenciária via redes sociais e telefonemas.
O diretor da Mata Grande, Ailton Ferreira, destacou que, mesmo com todos os procedimentos de prevenção realizados, ainda são feitas grandes apreensões nos raios da unidade, assim como ocorreu nesta segunda.
“As organizações criminosas utilizam de diferentes métodos e meios para entregar itens proibidos aos reeducandos, como: transporte via drones, lançamentos de pacotes sob as muralhas e até o envolvimento de recuperandos que realizam trabalhos extramuros”.
Ailton lembra que diariamente, os policiais realizam revistas minuciosas em busca de celulares e drogas escondidos em compartimentos secretos nas celas. “Além disso, fazemos vistoria utilizando cães farejadores, aparelhos de scanner corporal, além de manter um rígido controle de entrada e saída de público e servidores”.
Conforme o balanço, também foram apreendidos quatro carregadores, quatro fones de ouvido, cinco chips, quatro porções de substância semelhante à maconha, 15 de pasta base de cocaína e uma de haxixe.
MATO GROSSO
Polícia Civil deflagra operação e desmantela grupo criminoso ligado a facção em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23.4), a Operação Gerente Fantasma para desarticular um grupo criminoso com atuação em diversos crimes na capital mato-grossense.
Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, sendo nove mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão domiciliar com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos financeiros no montante de R$ 200 mil.
A investigação identificou a existência de um grupo criminoso estruturado, com vínculos com uma facção criminosa e atuação simultânea nos crimes de tráfico de drogas, estelionatos digitais por meio de plataformas de compra e venda online e na lavagem do produto das atividades criminosas.
Um dos aspectos mais reveladores do caso é o papel exercido pelo principal investigado, apontado como líder do grupo, que, mesmo recolhido em unidade prisional, atuava como gestor financeiro do grupo criminoso, coordenando semanalmente a arrecadação e a distribuição dos lucros entre os integrantes do grupo.
Apenas na primeira semana de novembro de 2023, o lucro apurado com os golpes digitais alcançou R$ 105.900. A investigação revelou ainda o comércio de diversas substâncias entorpecentes, incluindo pasta base de cocaína, skunk (conhecido como supermaconha) e cocaína refinada, além do controle territorial sobre pontos de venda em múltiplos bairros de Cuiabá.
“Para dissimular a origem ilícita dos valores, o grupo criminoso empregava técnicas sofisticadas de ocultação patrimonial, fragmentação de transferências entre múltiplas contas bancárias, utilização de contas de terceiros como pessoas interpostas e uso de empresas registradas em nome de familiares dos principais investigados”, afirmou o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pela investigação da Operação Gerente Fantasma.
Foram identificadas movimentações financeiras expressivas em contas de integrantes do grupo. Somente em novembro de 2023, o grupo movimentou mais de R$ 200 mil, valores incompatíveis com qualquer atividade econômica lícita declarada.
As investigações apontaram, ainda, que o grupo criminoso promovia distribuição de cestas básicas à comunidade e organizava eventos esportivos, extraindo lucros adicionais da comercialização de bebidas alcoólicas nos eventos — mecanismos utilizados para construir influência local e dificultar denúncias.
Operação Pharus
A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
Renorcrim
A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
Fonte: Governo MT – MT
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