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Inter empata em 1 a 1 com o Santos na Vila Belmiro
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Com gol de Bruno Méndez, o Clube do Povo empatou em 1 a 1 com o Santos, na Vila Belmiro, e chegou aos 15 pontos na tabela do Brasileirão 2022. O resultado, conquistado nesta noite de quarta-feira (08/06), alça o Inter para uma momentânea quinta colocação. Agora, o Colorado volta atenções para o Flamengo, adversário no próximo sábado (11/06), às 21h30, no Beira-Rio. Confirme aqui sua presença no duelo!
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Jogo movimentado, placar zerado

O Inter começou melhor na Vila Belmiro, e quase abriu o placar com Edenilson, que cobrou falta venenosa pela quina esquerda da área santista. No minuto seguinte ao lance, defendido por João Paulo, o time da casa respondeu com sua principal arma, a bola aérea ofensiva, que parou em Daniel. Armado com Pedro Henrique na ponta-direita e Pena pela esquerda, o Colorado, ainda antes dos 10, voltou a ter boa chance, armada pela uruguaio e finalizada pelo 28. Mais uma vez, o goleiro rival brilhou.

O segundo terço de partida foi o mais truncado da etapa inicial, e presenciou relativa supremacia dos mandantes, que conseguiram chegar com perigo em duas ocasiões. A primeira resultou em pênalti assinalado a favor do Santos, mas a infração ocorrera fora da área. Depois, Bauermann balançou as redes do Inter. Os dois lances, contudo, foram anulados pelo VAR, e o Clube do Povo logo tratou de não oferecer nova sorte para o azar.
Aos 33, Alan Patrick escapou pela esquerda, recebeu de Renê e chamou Maicon para dançar. Com ângulo para o chute, o 10 arriscou de canhota, e parou em milagre de João Paulo. Sempre simpático aos cruzamentos, o Santos deu o troco com Zanocelo, que cabeceou por cima. Pena, também parada pelo goleiro, e Léo Baptistão, que esbarrou em Daniel, tiveram as últimas chances antes do intervalo, inaugurado com o placar ainda zerado.

Um gol para cada lado
De novo na bola aérea, o Santos foi o primeiro a assustar na etapa final. Léo Baptistão, após casquinha de Zanocelo, acertou a rede de fora da meta vermelha, endereço também carimbado por Pedro Henrique, mas na baliza adversária, aos sete. Superados os 10 minutos de confronto, tanto Mano quanto Bustos começaram a rodar seus elencos, e quem melhor se adaptou às mexidas foi o time da casa.

Recém-alçados a campo, Rwan e Bruno Oliveira tabelaram nas cercanias da área colorada, e o segundo serviu Lucas Braga, que marcou o gol santista. Inicialmente, o lance até foi anulado por impedimento, mas, logo depois, acabou validado pelo VAR. A análise da jogada, curiosamente, durou quase tanto tempo quanto a vantagem paulista, já que o Inter, também com um substituto, chegou ao empate.
Depois de entortar a marcação com drible desconcertante, Pedro Henrique chegou à linha de fundo do corredor esquerdo de ataque e cruzou por baixo. Alemão, na primeira trave, não conseguiu o desvio, mas Taison fez a bola tomar a direção de Mauricio. Na pequena área, o camisa 27 finalizou travado, mas o rebote foi de Bruno Méndez, que entrara como lateral-direito. O charrua não hesitou: no ângulo, garantiu o empate.

Depois de empatar, o Inter quase virou com Pena, dono de cobrança de falta espalmada por João Paulo. Na sequência do lance, o uruguaio cobrou escanteio na medida para Dourado. Feito para o chão, o testaço do volante morreu nos braços do goleiro. Logo depois, aos 35, Lucas Pires parou no poste do Inter, enquanto Taison, aos 40, quase deixou o arqueiro no chão, mas foi travado no último instante.

Primeiro tempo
3min – UUUUH! Na altura da quina esquerda da grande área paulista, Edenilson cobra falta fechada. Forte, a batida é cortada de soco por João Paulo.
4min – Santos responde! Lançado na área do Inter, Madson ajeita de cabeça para Leó Baptistão, que emenda chute acrobático. A bola bate em Daniel e ameaça tomar o caminho do gol colorado. Sem força, porém, ela é defendida por Daniel.
8min – DEFEEEEEENDE JOÃO PAULO! Pena cruza bola aberta, na segunda trave, onde Pedro Henrique aparece em altíssima velocidade para desviar de carrinho. Goleiro santista opera grande defesa.
13min – Boa tabela! Pedro Henrique deriva da ponta-direita para o centro e chama Alan Patrick para o jogo. O 10 devolve na medida para o companheiro, que finaliza de canhota. Forte demais, ela sai sem direção.

25min – Arbitragem enxerga pênalti para o Santos. De fato, a falta de Pena sobre Batistão ocorreu, mas fora da área.
27min – Eduardo Bauermann, de cabeça, abre a conta para o Santos, mas gol é invalidado pelo VAR.
33min – MILAAAAAAAAAAAAAGRE DO GOLEIRO! Renê recupera a posse ainda no campo de defesa e parte para o ataque. Do lateral a bola chega para Alan Patrick, que entorta Maicon duas vezes antes de soltar o canhotaço. João Paulo salva o Santos!
34min – Léo Baptistão, com espaço na entrada da área alvirrubra, finaliza de canhota. Bloqueada por Edenilson, ela sai em escanteio, mas com perigo.
38min – Pela esquerda, Lucas Pires cobra escanteio na primeira trave. Zanocelo sobe bem e consegue o desvio, mas sem direção.
40min – MAIS UM MILAAAAAAGRE! Edenilson acelera jogo com Alan Patrick, que recebe no corredor central de ataque e abre até Pena. Pela esquerda da área santista, o uruguaio chuta forte, e João Paulo salva mais uma.
45min – Mais três. Vamos a 48!
47min – BEM, DANIEL! Lucas Braga cruza da esquerda, e Léo Baptistão, em velocidade, acerta testaço. Goleiro do Inter, atento, espalma em escanteio.

48min – Ai! Lucas Pires bate mais um escanteio venenoso da esquerda. Na primeira trave, Maicon desvia, a bola bate no ombro de Angulo e explode no travessão. Assustaram.
48min – Intervalo na Vila Belmiro.
Segundo tempo
6min – Lucas Pires, agora pela direita, levanta para Zanocelo. O volante, de primeira, escora para a segunda trave, onde Baptistão finaliza para fora.
7min – Madson caça Pena. Falta e amarelo!

7min – UUUUUUUUUUUUUUUUH! Edenilson serve assistência magistral para Pedro Henrique, que recebe livre na direita da área de ataque e manda a bomba. Na rede, mas de fora.
11min – MERCAAAAADO! Goulart recupera a posse no campo de ataque e serve Angulo, que enche o pé. Com o rosto, zagueiro argentino bloqueia o chute.
12min – Duas trocas no Inter: Bruno Méndez e Alemão substituem Bustos e David.

14min – No Santos, entra Lucas Barbosa. Ricardo Goulart deixa o campo.
16min – Bruno Oliveira é outra novidade no time da casa, e ele vem acompanhado de Rwam. Baptistão e Angulo saem.
17min – Lucas Braga marca para o Santos. Em um primeiro momento, arbitragem indica impedimento, mas VAR valida o gol.
23min – Mano faz mais duas trocas. Taison e Mauricio entram nas vagas de Alan Patrick e Edenilson.

26min – GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL! É GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO INTER! É GOL COLORAAAAAAAAADO! É GOL DE BRUNO MÉÉÉÉÉÉNDEZ! VAAAAAMOS, COLORADO! Pela esquerda, Pedro Henrique dá um drible desconcertante em Madson e dispara até a linha de fundo. Camisa 28 cruza rasteiro para Alemão, que não consegue o desvio. Taison, sim, e ela chega para Mauricio finalizar bloqueado. Na sobra, Bruno nem domina e logo manda para as redes. GOLAÇO!
28min – Pedro Henrique, com dores, deixa o campo. Entra Dourado.
31min – OPA! Mauricio, em velocidade, costurava a zaga santista, mas é derrubado por Rodrigo Fernández, que recebe o amarelo.
33min – MILAAAAAAAAAAAAAAAGRE! Apesar da distância, Pena cobra direto para o gol santista. João Paulo voa para salvar os mandantes. Que chance!
33min – DE NOVO ELE! Dourado, de cabeça, exige nova defesa de João Paulo.
35min – NÃO SEI O QUE ACONTECEU, E SE ACONTECEU EU NÃO TÔ SABENDO! Rwan divide bola rasteira com Daniel, e o rebote fica com Lucas Pires, que enche o pé. A bola estava entrando, mas bateu no peito de Vitão e explodiu no poste. Salva-se o Inter!
36min – Lucas Braga e Zanocelo são os últimos substituídos por Bustos. Entram Pirani e Sandry.
37min – QUE CHAAAAAAAANCE! Bruno Méndez cruza boa bola para Alemão, que faz o pivô e, de calcanhar, serve Dourado. Volante escorrega no momento do chute, e a zaga consegue o corte.
40min – VILÃÃÃÃÃÃO! Dourado lança linda bola para Taison, que tenta o drible em João Paulo, mas o goleiro consegue bloquear a finta.
45min – Mais cinco. Vamos a 50!
50min – Jogo encerrado na Vila Belmiro.
Ficha técnica:
Santos (1): João Paulo; Madson, Maicon, Eduardo Bauermann e Lucas Pires; Rodrigo Fernández e Zanocelo (Sandry); Léo Baptistão (Bruno Oliveira), Ricardo Goulart (Lucas Barbosa) e Lucas Braga (Pirani); Bryan Angulo (Rwan). Técnico: Fabián Bustos.
Internacional (1): Daniel; Bustos (Bruno Méndez), Vitão, Gabriel Mercado e Renê; Gabriel e Edenilson (Mauricio); Pedro Henrique (Dourado), Alan Patrick (Taison) e Carlos de Pena; David (Alemão). Técnico: Mano Menezes.
Gols: Lucas Braga, aos 17’/2ºT (S). Bruno Méndez, aos 26’/2ºT (I).
Cartões amarelos: Edenilson (I). Madson e Rodrigo Fernández (S).
Arbitragem: Ramon Abatti Abel, auxiliado por Kléber Lúcio Gil e Henrique Neu Ribeiro. Quarto árbitro: Ilbert Estevam da Silva. VAR: Pablo Ramon Pinheiro.
Estádio: Vila Belmiro-SP.
fonte: https://internacional.com.br/noticias/cronica-santos-x-internacional-10a-rodada-brasileirao-2022
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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