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FRANGO/CEPEA: Com vendas enfraquecidas, preços recuam em maio

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Cepea, 3/6/2022 – O baixo poder de compra da população brasileira, fragilizado sobretudo pelo avanço da inflação no País, limitou as vendas de carne de frango em maio. Além disso, o elevado patamar do preço da proteína no mercado interno entre o encerramento de abril e o começo de maio também dificultou o escoamento do produto. Diante disso, muitos vendedores consultados pelo Cepea reduziram os valores de negociação ao longo do mês, como forma de evitar o acúmulo de estoques. De abril a maio, o valor médio do frango inteiro congelado caiu 5% no atacado da Grande São Paulo, passando para R$ 7,51/kg no último mês. No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, dentre os produtos acompanhados pelo Cepea, a coxa com sobre coxa congelada registrou a maior desvalorização, de 7,6% de abril a maio, a R$ 7,62/kg no último mês. A queda nos preços da carne, por sua vez, resultou também em leve reajuste negativo nos preços do frango vivo em parte das regiões produtoras. Na média do estado de São Paulo, o animal para abate foi cotado a R$ 6,36/kg em maio, baixa de 0,8% frente a abril. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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