AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT e Corpo de Bombeiros promovem treinamento para aviadores agrícolas
AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT e Corpo de Bombeiros promovem treinamento para aviadores agrícolas
As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas
27/05/2022
Estão abertas as inscrições para o Treinamento para Aviadores Agrícolas no Combate a Incêndios. O encontro acontece no dia 15 de junho, das 8h30 e 12h e 14h às 17h30, na sede da entidade, em Cuiabá e é gratuito. O curso é promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e pelo Grupo de Aviação Bombeiro Militar do Estado (GAvBM). As vagas são limitadas.
O objetivo do treinamento é oferecer aos profissionais da área ações de prevenção e combate a incêndio no campo. “Esse período de seca coincide com a época de colheita do milho. Todos os anos a Aprosoja-MT faz campanhas em parceria com o CBMMT, como; cursos, cartilhas, folders, banners, materiais para redes sociais com instruções fundamentais no combate ao incêndio”, afirma a gerente de Sustentabilidade da Aprosoja, Marlene Lima.
As inscrições podem ser feitas no site da aprosoja.com.br ou https://www.sympla.com.br/evento/encontro-de-operacoes-aereas-no-combate-aos-incendios-florestais/1587110
Serviço:
O quê: Treinamento para Aviadores Agrícolas no Combate a Incêndios
Dia: 15 de junho de 2022
Horário: das 8h30 e 12h e 14h às 17h30
Local: Aprosoja-MT – Rua Engenheiro Edgard Prado Arze, n°1.777 – Edifício Cloves Vettorato, CPA
Público Alvo: Pilotos de aeronaves agrícolas
AGRONEGÓCIO
Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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