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CITROS/CEPEA: Com baixa procura, vendas e preço da laranja recuam; tahiti se valoriza

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Cepea, 29/4/2022 – A comercialização de laranjas ainda não se aqueceu no estado de São Paulo. Segundo colaboradores do Cepea, o período de fim de mês limitou a demanda, movimento típico para a época. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a laranja pera teve média de R$ 40,09/cx de 40,8 kg, na árvore, queda de 3,99% em comparação com a anterior. A rubi fechou com média de R$ 34,06/cx, desvalorização de 3,0% na mesma comparação. A tangerina poncã também está com preços menores nesta semana. Segundo colaboradores do Cepea, a procura diminuiu e há restrição de qualidade, por conta da incidência de doenças fúngicas. A média parcial da semana fechou a R$ 41,30/cx de 27 kg, na árvore, queda de 13,24% frente à da semana passada. Já para a lima ácida tahiti, o cenário foi de leve valorização. A média parcial da semana fechou a R$ 16,02/cx de 27 kg, colhida, alta de 2,89% no comparativo semanal. Para esta variedade, a expectativa é de redução da oferta em maio – principalmente a partir da segunda quinzena –, o que tende a favorecer as cotações. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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