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ALGODÃO/CEPEA: Com disparidade entre os preços, Indicador oscila

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Cepea, 27/4/2022 – O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em oito dias) vem oscilando no mercado brasileiro, diante da forte disparidade entre os valores de compra e de venda no spot. Ao longo da semana passada, essa “queda de braço” e o feriado da quinta-feira, 21 (Tiradentes), mantiveram baixa a liquidez doméstica. Atentos às volatilidades dos preços externos e do dólar frente ao Real, vendedores brasileiros ora estão mais flexíveis em seus pedidos ora elevam os preços, sobretudo algumas tradings que disponibilizam lotes no mercado interno. Ainda assim, conforme colaboradores do Cepea, vendedores estão mais ativos que compradores, uma vez que indústrias apontam dificuldades no repasse de novos reajustes da matéria-prima aos seus produtos. Dessa forma, parte das empresas pressiona os valores no spot e/ou se mantém fora do mercado, usando estoques e/ou a pluma de contratos a termo. Entre 19 e 26 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ subiu 0,4%, fechando a R$ 7,2172/lp nessa terça-feira, 26. Já no acumulado parcial de abril, o Indicador registra baixa de 0,57%. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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