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Baixa procura pela vacina da Influenza preocupa Secretaria de Saúde
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A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou na capital mato-grossense no dia 11 de abril, com o objetivo de imunizar cerca de 97,6 mil pessoas. Nesta fase, estão sendo contemplados apenas trabalhadores da saúde e pessoas a partir de 60 anos.
Com exceção das unidades que realizam a vacinação infantil contra o coronavírus, que são apenas cinco, todas as outras unidades básicas de saúde do município estão realizando a imunização contra o vírus da gripe, que protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). “Mesmo com a facilidade de ter a vacinação contra a Influenza em quase todas as unidades básicas de saúde, ainda assim estamos com uma baixa adesão da população, pois até o momento pouco mais de 4 mil pessoas foram se vacinar”, comentou Wellington Assunção Ferreira, coordenador de Programas Estratégicos da Secretaria Municipal de Saúde.
O motivo da preocupação é sobretudo com a população idosa, que costuma ser mais susceptível ao vírus. “Realizamos a campanha anualmente, com resultados satisfatórios. No ano passado tivemos uma procura muito expressiva por esta vacina, pois durante a pandemia muitas pessoas decidiram se proteger também contra o vírus da gripe. Em dezembro de 2021 tivemos um aumento nos casos de Influenza, já com uma cepa diferente daquela que o imunizante protegia e isso resultou em uma grande procura por atendimentos médicos. Essa vacina que estamos aplicando é diferente da aplicada no ano passado por isso é importantíssimo que todos procurem as unidades de saúde para receberem sua dose”, disse o coordenador.
Esta primeira fase de vacinação de trabalhadores da saúde e pessoas a partir de 60 anos vai até o dia 30 de abril. A segunda etapa começará dia 02 de maio e contemplará crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, professores, pessoas com deficiência permanente e portadores das doenças crônicas não transmissíveis, como doença respiratória crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, além de diabéticos, obesos, imunossuprimidos, transplantados e portadores de trissomia. Também entram nesta fase os caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, profissionais das forças de segurança e salvamento, forças armadas e funcionários do sistema prisional.
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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas
A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).
A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.
“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.
A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com
De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.
Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.
A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.
Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.
A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.
Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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