AGRONEGÓCIO
Contas do exercício 2021 da Aprosoja-MT são aprovadas por unanimidade
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Contas do exercício 2021 da Aprosoja-MT são aprovadas por unanimidade
O parecer favorável foi emitido, por meio de auditoria externa independente, e anunciado em assembleia geral na manhã desta quinta-feira (07.04), na sede da entidade
07/04/2022
Produtores rurais associados aprovaram por unanimidade as contas do exercício de 2021 da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta quinta-feira (07.04), em Assembleia Geral Ordinária. O parecer favorável foi emitido, por meio de auditoria externa independente e anunciado pela conselheira fiscal, Rosana Galbieri. Nas contas o balanço patrimonial e as demonstrações contábeis anual.
Os gastos foram apresentados em detalhes pelo diretor executivo da Aprosoja-MT, Welington Andrade, que explicou as despesas das áreas técnicas, sustentabilidade, defesa agrícola, política agrícola e logística, comunicação, marketing entre outras.
“Nós aprovamos por unanimidade as contas do exercício de 2021. Conseguimos trabalhar e ver nessa diretoria uma transparência muito grande das informações e respeito com o conselho fiscal. As reuniões e as informações estavam de maneira correta e bem explicadas, tanto pela diretoria quanto pela auditoria. É uma felicidade trabalhar quando tem uma equipe preparada para atender a entidade. Fica aqui o parecer aprovado e o orgulho em trabalhar com essa equipe de profissionais e diretores competentes”, enfatizou a conselheira fiscal, Rosana Galbieri.
O produtor rural de Primavera do Leste, Cristian Wili Braun, disse que a cada ano a Aprosoja-MT vem aumentando sua transparência. É uma satisfação para todo produtor participar dessa assembleia e aprovar por unanimidade as contas da entidade, mostrando onde estão sendo investidos os recursos arrecadados”, declarou Braun.
O presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, disse que é muita responsabilidade gerir uma entidade recursos de quase 8 mil associados e principalmente, saber se esses recursos estão trazendo o retorno necessário para o investimento. “Esse resultado mostra que a entidade está no caminho certo, a gente fica muito feliz. Estamos na metade do nosso mandato e tem muita cosia a ser feito. Espero com a ajuda de todos consolidar essas estratégias e ações e isso será possível, já que a base e a diretoria estão todos unidos, fazendo a gente ser mais forte”, enfatizou Cadore.
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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita
O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.
Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.
O “ladrão silencioso” no pasto
Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.
O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.
A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.
Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.
A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.
Fonte: Pensar Agro
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