AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT visita cooperativas indígenas em Campo Novo do Parecis
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Aprosoja-MT visita cooperativas indígenas em Campo Novo do Parecis
Eles apresentaram os trabalhos em diversas culturas em terras indígenas como Soja, milho e feijão
31/03/2022
O vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, visitou o estande da Cooperativa indígena Coopihanama, na Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Na ocasião os representantes apresentaram os trabalhos agropecuários em terra indígena.
“Todo povo que quer plantar, produzir prosperar e melhorar a qualidade de vida deve ter esse direito de escolha, sem interferência do estado ou de ideologias. Os povos indígenas querem produzir, obter a renda, em harmonia com a natureza e a cultura indígena.” Enfatiza Costa Beber.
Atualmente essa cooperativa planta soja, milho, milho pipoca e feijão em 17 mil hectares de terras destinada aos índios. Os trabalhos são feitos exclusivamente pelos indígenas das etnias, que se capacitam cada vez mais no ramo do agro.

O representante da cooperativa, Éder Júnior Zuneizokai, destacou o benefício do povo indígena plantar nas suas terras. “Foi uma luta de muitas décadas conquistar esse direito de plantar e colher nas nossas terras indígenas. Hoje a gente planta diversas culturas que nos ajuda bastante, tanto para cuidados com saúde, educação e cuidados básicos das nossas comunidades.” Friza Zuneizokai.

Estande
A Aprosoja-MT está presente no Parecis Super Agro, em Campo novo do Parecis com um estande para receber os produtores e sociedade em geral. A próxima feira que a entidade vai estar é a Norte Show em Sinop.
AGRONEGÓCIO
Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil
Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.
As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.
Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.
No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.
No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.
O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
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