CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Botelho anuncia mais recursos para Intermat emitir títulos definitivos

Publicado em

POLÍTICA


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil),  aproveitou, o domingo (13), para ouvir os moradores de várias comunidades de Nossa Senhora do Livramento, município da Baixada Cuiabana. Oportunidade em que anunciou o repasse de mais R$ 20 milhões para ajudar o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) a acelerar o programa de regularização fundiária no estado.  

Também estiveram em pauta, instalação de torre de telefonia móvel, asfalto, ponte, centro comunitário e poços artesianos, para melhorar as condições de vida desses moradores, que dependem da agricultura familiar para manter suas famílias.

Nessas visitas, que incluiu as comunidades Lavrinha, PA Santana, Capão das Antas e Cabeceira, Botelho também conversou sobre as ações que estão sendo realizadas para fomentar a agricultura familiar. Destacou os avanços à regularização fundiária graças aos recursos que já destinou no valor de R$ 7 milhões, para ajudar o Intermat e liberou servidores para trabalhar nesse processo e veículos. Atitude fundamental para permitir que milhares de famílias conquistem o sonho de ter seus imóveis escriturados, sem nenhum custo com registros nos cartórios.  

“Hoje já evoluímos, mudamos o processo das titulações dos imóveis que, agora, são registrados em cartório e entregues aos proprietários das terras, totalmente gratuito. Irei repassar nos próximos dias mais R$ 20 milhões ao Intermat para resolver essa questão fundiária no estado. Também vou trabalhar para solucionar a situação das terras dessas comunidades. Outra ação importante é a perfuração de poços tubulares, já perfuramos três aqui no município a previsão é a de avançar ainda mais”, disse Botelho, ao destacar a importância da presença do poder público junto às comunidades.  

Leia Também:  ALMT participa do lançamento do selo "Daqui pra Frente"

Silmar Souza, prefeito de Nossa Senhora do Livramento, agradeceu o atendimento do deputado. “O deputado não mede esforços para nos ajudar. A presença dele traz alegria para nosso povo, que tem a oportunidade de apresentar as reivindicações das comunidades”.

O domingo ainda foi marcado pelas visitas que fez aos amigos de Livramento, sua cidade natal. A primeira parada foi no tradicional comércio do seo Antônio Rodrigues, conhecido como Toti, que, há mais de 46 anos, recebe pessoas de todos os lugares em sua garaparia. Respeitado pela comunidade, movimenta seu pequeno comércio com a ajuda dos filhos.

Passando pela Comunidade Lavrinha, Botelho esteve com o seo Benedito Sávio, amigo de infância, popular Di, e se comprometeu a indicar ao governo a pavimentação asfáltica de três quilômetros da vila até a BR-070, passando pela Escola Municipal Waldeis Teixeira.

A moradora dona Maria Luzia de Oliveira disse que somente a prefeitura não consegue atender as demandas e que a atenção do deputado soma os esforços para ajudar as famílias menos favorecidas.  

“A regularização fundiária está encaminhada, o Intermat já está trabalhando para nos ajudar a conquistar o sonho da escritura das nossas terras. Falamos com o deputado que a comunidade precisa de várias ações. A mais urgente é atender as necessidades das famílias, com asfalto da MT-060 até na vila, além dos riscos na estrada, com vários acidentes, sofremos bastante em relação à poeira e lama”, disse dona Maria Luzia, ao acrescentar a importância de um poço tubular.

Leia Também:  Alunos da rede pública viabilizam E-book com recursos do Bapre

Da mesma forma, o morador do Assentamento Capão Bonito, Aureliano Pascoal Correa, reforçou o pedido para a  conclusão do centro comunitário e torre de telefonia móvel e estrada. “O deputado nos confirmou que já deu condições de a Prefeitura executar as melhorias após o período de chuvas”.  

Magno dos Santos Souza, membro do Conselho Fiscal da Associação Asflorserra, do Capão das Antas, está otimista com os encaminhamentos. “Quero agradecer o deputado pelas conquistas, em especial, a implantação da torre de telefonia que será executada. Também agradecer o término do centro comunitário, que é uma base de apoio aos médicos e agentes de saúde que vêm à nossa comunidade”.

O professor Junior César da Silva explicou que um dos entraves na região é a divisa entre Livramento e Várzea Grande, onde aguardam manutenção da estrada. “Ficamos à mercê da falta de patrolamento por causa da definição de limite entre as cidades. Outra reivindicação antiga é sobre a construção de uma ponte de acesso à BR-070. Atualmente, andamos 20 quilômetros a mais. Então, fazendo esse corredor vamos economizar muito tempo para deslocarmos para Livramento e Várzea Grande. Também reivindicamos a entrega de calcário, adubo, kit de patrulha rural, precisamos de emendas do deputado. Aqui têm muitos pequenos produtores da bacia leiteira, que também precisam de cursos de capacitação”, finalizou.  

Fonte: ALMT

Propaganda

POLÍTICA

Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.

Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.

“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.

Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.

Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.

“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.

Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.

Leia Também:  Chico Guarnieri participa da III Semana da Neurodiversidade em Barra do Bugres

“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.

A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.

“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.

Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.

“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.

“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.

O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.

Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.

“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.

Leia Também:  Com emenda de Wilson Santos, Cuiabá pode garantir até cinco mil lotes populares

Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.

Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.

“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.

Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.

O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.

Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.

“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.

O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.

“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA