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Defesa Civil promove reunião e debate a implantação dos Núcleos Comunitários de Proteção

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Davi Valle

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Defesa Civil, promoveu  a primeira reunião para tratar sobre a implantação dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil do Município (NUPDEC). O encontro foi realizado na sede da União Coxipoense das Associações de Moradores de Bairros (UCAM) e contou com a presença de lideranças comunitárias. 

A instalação do NUPDEC é prioritária em áreas de risco geológico, sanitário, ambiental, físico, habitacional ou social, E tem por objetivo prevenir desastres e capacitar a comunidade local a dar pronta resposta aos acidentes. A reunião foi realizada no dia 24 de fevereiro. 

O diretor da Defesa Civil de Cuiabá, José Pedro Zanetti, destaca que a iniciativa também visa fortalecer a parceria com a comunidade com a participação da população nas atividades de proteção e Defesa Civil como voluntários. “Essa foi a primeira reunião para explicar como funciona o Núcleo Comunitário de Defesa Civil para tentar trazer os presidentes de bairros, para que criem dentro de suas comunidades um grupo de pessoas que venha a nos ajudar a proteger essa comunidade. Então, é uma maneira de nós termos os olhos da Defesa Civil dentro da comunidade para ver de perto o que está acontecendo para darmos o devido apoio”, explicou Zanetti.

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Para o presidente da União Coxipoense das Associações de Moradores de Bairros (UCAM), José Maurício Pereira, a parceria com a Defesa Civil deve garantir apoio à sociedade em situações de risco.  “Quando recebemos o convite para reunir o movimento comunitário com a Defesa Civil, para nós significou algo muito importe porque houve um aumento no número de casos de enchentes, desmoronamentos, aparecimentos de animais peçonhentos, enfim, vários problemas que precisamos recorrer a alguém, e a Defesa Civil será uma grande ferramenta de apoio para a sociedade. Vamos transferir isso para 115 associações, levantar um número de voluntários, levar a qualificação e chegar ao objetivo de buscar proteção a sociedade”, pontuou.

A iniciativa também contará com o apoio da Secretaria Adjunta de Governo, de Relações Comunitárias (Sarc), conforme explica o secretário em exercício, Matheus Cabral. “Esse projeto vai ser bom, principalmente para os presidentes de bairro. A Sarc estará levando essas informações aos movimentos comunitários e essa parceria com a sociedade é de extrema importância”, disse o secretário.

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Prefeitura inicia Censo Real para mapear população em situação de rua e ampliar rede de acolhimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, iniciou a operação Censo Real, uma ação conjunta com o Governo de Mato Grosso para realizar um diagnóstico atualizado da população em situação de rua no município. O levantamento tem como objetivo identificar o perfil, as necessidades e a quantidade de pessoas nessa condição, subsidiando a ampliação das políticas públicas de acolhimento, assistência social, saúde e reinserção social. A ação começou na terça-feira (14).

A iniciativa reúne equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Nesta primeira etapa, quatro equipes atuaram simultaneamente na Praça do Porto, na Rodoviária, no Morro da Luz e na Praça Ipiranga. Na quarta-feira (15), os trabalhos seguem na Praça Cultural do CPA II e na região dos bairros Pedregal e Leblon.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o município já realiza o acompanhamento da população em situação de rua, mas o Censo Real permitirá um levantamento ainda mais detalhado e atualizado. “Esse diagnóstico sempre foi feito, mas agora teremos um levantamento individualizado de todas as pessoas em situação de rua. Nosso cadastro é atualizado a cada seis meses, porém queremos intensificar esse acompanhamento, realizando-o de forma quadrimestral. Assim, teremos números mais precisos para desenvolver novas políticas públicas em conjunto com o Estado”, destacou Hélida.

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Atualmente, o município conta com uma rede de acolhimento com capacidade para 350 vagas, distribuídas entre as unidades da Associação Terapêutica de Apoio às Pessoas, do Abrigo do Porto, do Abrigo Guia e do Miraglia. Esta última unidade está em reforma. Segundo Hélida, o diagnóstico permitirá dimensionar a necessidade de ampliação dessa estrutura e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua, especialmente àquelas que necessitam de tratamento para dependência química. Ela ressaltou ainda que diversos fatores contribuem para o aumento dessa população, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o rompimento dos vínculos familiares e a vulnerabilidade social. “A saída das ruas depende da vontade da própria pessoa. O nosso papel é oferecer acolhimento, acompanhamento social, psicológico e os encaminhamentos necessários para que ela tenha condições de reconstruir sua vida”, completou.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, destacou que a ação integra diversas áreas do poder público e busca enfrentar uma realidade que impacta tanto a assistência social quanto a segurança pública. “Hoje estamos realizando um diagnóstico para identificar quem são essas pessoas, quantas são e quais encaminhamentos serão necessários. Muitas delas vivem em situação de extrema vulnerabilidade e acabam também expostas à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prática de delitos. Por isso, é fundamental que Estado e município atuem juntos”, afirmou.

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Também participaram da ação a secretária adjunta de Políticas para Mulheres da Setasc, Salete Morockoski, e o secretário adjunto de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Setasc, Emerson Toledo Santana, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em apoiar financeiramente o município na implementação e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Entre as pessoas abordadas pelas equipes está Pedro Andrade, de 40 anos, que vive há mais de uma década em situação de rua. Dependente de álcool e outras drogas, ele afirmou acreditar na possibilidade de reconstruir a própria vida, desde que tenha acesso a tratamento adequado. “Tem que ter uma casa de apoio de verdade, com tratamento, remédio e acompanhamento. Não basta apenas retirar a pessoa da rua. É preciso oferecer condições para que ela consiga vencer a dependência e recomeçar.”

Além das ações de acolhimento, distribuição de cobertores, alimentação e atendimento social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão viabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 170 passagens interestaduais e intermunicipais para pessoas em situação de vulnerabilidade que, após atendimento técnico e cumprimento dos critérios estabelecidos, puderam retornar ao convívio familiar.

Após a conclusão do levantamento, o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá devem firmar um convênio para apoiar financeiramente a ampliação da rede de acolhimento e a reforma das unidades existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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