MATO GROSSO
Primeira etapa da ZPE de Cáceres será entregue até junho pelo Governo de MT
MATO GROSSO
Após 30 anos de espera, a primeira etapa da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que é a área administrativa, será entregue até o mês de junho deste ano pelo Governo de Mato Grosso. A obra, estimada em R$ 16 milhões, é realizada com recursos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).
A ZPE de Cáceres tem uma área de aproximadamente 240 hectares no Distrito Industrial do município. O projeto está dividido em cinco módulos, que são os lugares onde as empresas efetivamente se instalarão, e a área administrativa. A obra total possui cerca de 4 mil m².
Até o momento, o Governo do Estado já executou 80% da obra de construção dos oito blocos das unidades administrativas; e o Módulo I, que está localizado mais perto da administração da ZPE, está em fase de licitação pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, a atual gestão assumiu a obra que estava paralisada e precisou refazer o projeto para atender a uma série de exigências legais.
“A ZPE vai possibilitar às empresas lá instaladas competirem de forma mais igualitária quanto às exportações e importações de produtos e será a grande mola propulsora do Oeste do Estado. Um espaço de expansão global enquanto instrumento de desenvolvimento econômico para o Estado”.
Importância da ZPE
As ZPEs são áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem exportados. A ZPE de Cáceres foi criada por meio de decreto presidencial em março de 1990, com a finalidade de reduzir desequilíbrios regionais, promover a difusão tecnológica e o desenvolvimento econômico, e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.
MATO GROSSO
Seduc avança com instalação de internet via satélite em escolas da Rede Estadual
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vem ampliando o acesso à conectividade nas escolas da Rede Estadual localizadas em regiões com infraestrutura de telecomunicações limitada.
Na primeira etapa, o projeto prioriza unidades indígenas, do campo e quilombolas, com a implantação de internet via satélite em 100 escolas. Até o momento, 83 instalações já foram concluídas e as demais serão concluídas até julho.
A iniciativa busca reduzir a exclusão digital em regiões remotas do estado e fortalecer o acesso de estudantes, professores e gestores a ferramentas educacionais e administrativas.
De acordo com a Seduc, as unidades contempladas estão localizadas em territórios onde as dificuldades geográficas impedem a implantação de infraestrutura convencional de telecomunicações.
Com a instalação dos kits Starlink Empresarial, as unidades passam a contar com conexão de alta velocidade e maior estabilidade O serviço contratado pela Seduc inclui um pacote empresarial com franquia prioritária de 2 TB, garantindo desempenho máximo dentro do volume contratado.
Após esse limite, a conexão permanece ativa, porém sem prioridade de tráfego. O serviço também conta com monitoramento contínuo dos pontos instalados, suporte técnico, manutenção e garantia de atendimento.
Para a secretaria, além de facilitar o acesso a plataformas educacionais, a conectividade torna a rotina administrativa das unidades mais ágil. A iniciativa beneficia diretamente professores, estudantes e servidores, que passam a contar com mais recursos para o desenvolvimento das atividades diárias.
Na Escola Estadual Indígena Dorothy Stang, a chegada da internet via satélite já é vista como um avanço importante para a comunidade escolar. Segundo o secretário da unidade, Marcelino Lima Dias, a nova estrutura proporciona uma conexão mais estável e de melhor qualidade, contribuindo para o fortalecimento das atividades pedagógicas e administrativas.
“A instalação do equipamento representa um avanço fundamental para a nossa escola. Todo o trabalho pedagógico e administrativo será beneficiado, o que permitirá mais agilidade, acesso a recursos educacionais e melhores condições para o desenvolvimento das atividades diárias dos alunos, professores e servidores”, afirma ele.
De acordo com a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, “levar internet de qualidade às escolas localizadas em regiões remotas é garantir que os estudantes tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente da distância ou da localização de suas comunidades”.
O projeto também amplia as oportunidades de formação continuada para os educadores, que passam a ter acesso facilitado a cursos, materiais atualizados e canais de comunicação com a rede estadual. Para os estudantes, a conectividade significa maior acesso a pesquisas, conteúdos digitais e ferramentas que enriquecem o processo de aprendizagem.
Atualmente, a Rede Estadual conta com 70 escolas indígenas, que atendem mais de 9 mil estudantes, e 118 escolas do campo, responsáveis pelo atendimento de 30.031 alunos. Além disso, a rede tem 4 escolas quilombolas que atendem 1.646 estudantes.
Fonte: Governo MT – MT
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