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CITROS/CEPEA: Colheita e vendas de poncã têm início em SP

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Cepea, 18/2/2022 – A colheita de tangerina poncã se iniciou em São Paulo na primeira quinzena de fevereiro. As atividades são realizadas sobretudo nos pomares localizados na região central do estado. Em ritmo ainda lento, alguns produtores já estão comercializando a variedade, que, apesar de não estar no ponto ideal de maturação, apresenta qualidade razoável, devido ao clima favorável ao desenvolvimento dos frutos nos primeiros meses do ano (chuvas seguidas de sol e de altas temperaturas). Segundo colaboradores do Cepea, a oferta de frutas de melhor qualidade e as negociações devem se intensificar somente em março, período em que a variedade começa a atingir o estágio de maturação ideal. Quanto aos preços, as primeiras vendas de tangerina poncã estão sendo realizadas a preços firmes em SP. No geral, a oferta da variedade está bastante controlada, e a demanda, superior à disponibilidade, o que garante avanço das cotações. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a poncã registrou média de R$ 54,88/ cx de 27 kg, na árvore, 0,3% acima da anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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