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POLÍCIA

Forças policiais apreendem dez quilos de entorpecentes durante investigação sobre homicídio de jovem no interior

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Dez quilos de maconha e de pasta base de cocaína foram apreendidos pelas forças policiais na manhã desta sexta-feira (04.02), em Lucas do Rio Verde, durante diligências contínuas para apurar um homicídio ocorrido na semana passada na cidade. Um casal foi preso em flagrante por tráfico de drogas em uma residência no Setor Industrial.

A ação conjunta foi coordenada pela Delegacia de Lucas do Rio Verde, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil e da Polícia Militar do município.

O delegado Eugênio Rudy Jr. explica que a equipe está investigando e checando diversas informações para apurar se uma das pessoas presas tem algum envolvimento com o homicídio de Gediano Aparecido da Silva, 19 anos, morto na semana passada em Lucas do Rio Verde, de forma brutal.

O jovem teve a cabeça decepada do corpo e foi colocada em um saco de lixo e deixada em um ponto da cidade. O tronco foi jogado em um rio, a 15 quilômetros de Lucas.

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Prisões

Na quarta-feira, as forças policiais, prenderam uma jovem de 19 anos, investigada por envolvimento no homicídio de Gediano. Ela foi localizada em uma residência, no bairro Alvorada, em Lucas do Rio Verde, utilizada como ponto de tráfico de drogas. Após monitoramento contínuo da equipe de investigação, que identificou a suspeita, os policiais civis prenderam a mulher em flagrante por tráfico de drogas e em cumprimento ao mandado pelo homicídio qualificado.

Na noite de 26 de janeiro, policiais civis e militares localizaram e prenderam o principal envolvido no crime, um homem de 21 anos. Com ele, foi encontrado o veículo Gol e uma arma que, provavelmente, foi usada para cometer o crime. No veículo foram encontrados vestígios de sangue humano. O suspeito foi autuado pelo homicídio qualificado e também identificado como autor de um segundo crime, uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 24 de janeiro, contra um adolescente, no bairro Rio Verde.

O delegado responsável pela investigação, Marcello Henrique Maidame, destaca que todas as forças de segurança estão empenhadas para esclarecer e dar a resposta necessária aos delitos ocorridos a mando de uma facção criminosa, a exemplo do homicídio ocorrido. “Todos os policiais de Lucas do Rio Verde se empenharam nas diligências para esclarecer esse homicídio que chocou a cidade pela forma bárbara. A investigação continua para chegar aos outros envolvidos no crime, que já estão identificados”, explicou o delegado.

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Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Polícia Civil prende suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (22.6), um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 03 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.

O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade, e não resistiu à prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa em que o investigado está morando.

O crime

Betina foi contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista.

A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 03 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.

A Polícia Civil iniciou as buscas pela vítima e no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. Dentro do bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado.

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“Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação.

Investigação

Após a localização do corpo, a equipe da Derf de Nova Mutum deu início às investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário que a vítima foi contratada.

Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão da segurança. O local proposto batia com a cena do crime.

A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não o pertencia. Como o número realmente estava desativado, ele foi liberado.

No entanto, as investigações continuaram e a equipe da Derf de Nova Mutum tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar na casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.

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Em continuidade das investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 02, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, o que sugere a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime.

No dia 04 ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.

A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime ele também tentou excluir o perfil na plataforma.

Prisão

Diante de todos os elementos encontrados, o delegado Jean Paulo Ferreira representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar e pela autorização judicial para coleta de material genético do suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta segunda-feira (22.06), em Nova Mutum.

As investigações continuam para apontar a motivação do crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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