VÁRZEA GRANDE
1.002 crianças nasceram na Maternidade de Várzea Grande desde maio de 2021
VÁRZEA GRANDE
Inaugurada partindo da premissa de segurança e qualidade de vida, além da garantia de cidadania, em maio de 2021, quando Várzea Grande completou 154 Anos de Fundação, foi entregue a população a Maternidade Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo que em sete meses e meio de funcionamento ou 212 dias trouxe a vida 1.002 crianças, o que representa dizer 4,72 nascimentos por dia.
Concebida dentro do Hospital São Lucas em uma parceria com a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado, a Maternidade Municipal de Várzea Grande, permitiu que o Hospital Pronto Socorro Municipal pudesse instalar 10 novos leitos de UTI – Unidade de Tratamento Intensiva, no auge dos casos de COVID 19 e promovesse alterações que melhoraram o fluxo de atendimento dos pacientes e suas necessidades por atendimentos mais humanizados e eficientes e preservando o processo de nascimento de novas crianças, bem como de seus pais e mães.
Nos sete meses e meio de funcionamento, até 31 de dezembro do ano passado, a Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo realizou 10.926 atendimentos, dos quais 1.442 internações e 9.484 atendimentos/classificação de risco
“O secretário de Saúde, Gonçalo Barros, me trouxe a preocupação em garantir, naquela época, o atendimento para mulheres gestantes, preservando suas vidas de possíveis contaminações por COVID 19 que estava na variante Delta e promovendo muitos óbitos. Partimos então da premissa de retirar das dependências do Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, a Maternidade Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo reforçando então a Rede Cegonha da qual fazem parte diversas unidades de saúde nos bairros que realizam o pré-natal daquelas famílias que necessitam do Sistema Único de Saúde (SUS) que aqui é porta aberta e gratuito”, disse o prefeito Kalil Baracat.
Ele ponderou como exemplar o desempenho da Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo em 7 meses e meio de funcionamento, prevendo novos avanços e melhorias para contemplar todos aqueles que procuram atendimento do SUS em Várzea Grande, ainda mais em uma questão sensível como o nascimento de uma nova vida humana.
Das 1.002 crianças nascidas desde 14 de maio até 31 de dezembro de 2021, 590 ou 59% dos nascidos vieram ao mundo através de parto normal, considerado pela medicina e pela ciência como o meio mais seguro para mães e filhos e 412 através do parto cesárea.
“O parto normal tem um tempo de recuperação mais rápido, o risco de infecção da mãe é menor e o bebê também tem menor risco de apresentar problemas respiratórios, mas não podemos descartar a cesariana, quando existe risco de complicações para o bebê ou para a mãe”, disse o secretário Gonçalo Barros, lembrando como fundamental que a escolha dos pais, seja sempre acompanhada por avaliação de um especialista obstetra.
Gonçalo Barros lembrou que além de menor tempo de hospitalização e risco para a criança e mãe, no parto normal não existe cicatriz e o bebê tem contato com bactérias boas existentes no canal vaginal que fortalecem seu sistema imunológico.
O titular da pasta de Saúde de Várzea Grande ponderou que dentro do Planejamento Estratégico, a ideia é consolidar a Maternidade Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo e ampliar os atendimentos necessários tanto para as mães como para as crianças e garantir o direito de todos a nascerem na cidade em que residem.
CIDADANIA
Mas a Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo avançou nos últimos meses em outras atividades, se destacando desde o mês de setembro último a consolidação do processo de cidadania com a inauguração dentro da própria estrutura hospitalar de uma representação do Cartório de Registro Civil de Várzea Grande para que todos já saiam da unidade como cidadão e cidadã reconhecidas perante a lei e o Poder Público.
Além dos serviços médicos e pediátricos prestados na Maternidade Municipal de Várzea Grande, uma parceria com o Poder Judiciário, através da Comarca Judiciária e do Cartório de Registro Civil, permitiu que todas as crianças nascidas na unidade hospitalar, já deixassem a mesma com Registro Civil de Nascimento e o Cadastro de Pessoa Física – CPF.
“Aqui nascem pessoas genuinamente várzea-grandenses”, comemora o prefeito Kalil Baracat, lembrando do pedido do juiz Luis Otávio Pereira Marques, Diretor do Fórum de Várzea Grande, seguindo determinação do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, de ser fundamental além do nascimento com saúde, que os novos cidadãos sejam registrados, tenham garantida sua existência, sua cidadania.
O prefeito lembrou como fundamental para Várzea Grande que os nascimentos aconteçam de forma regular e legal, pois isto interfere diretamente nas políticas públicas.
“O quesito população é importante, é fundamental quando os Governos Federal e Estadual promovem a partilha dos recursos provenientes da arrecadação de impostos para serem partilhados com os municípios. Inclusive acredito e defendo a tese de que o item população deveria ter um peso extra, pois as pessoas moram na cidade e os serviços públicos de interesse coletivo, como saúde, educação, segurança, emprego, renda, enfim o dia a dia de todos acontece nas cidades”, defendeu o prefeito sinalizando que Várzea Grande tem quase 300 mil habitantes, mas realiza três vezes mais atendimentos.
Em Várzea Grande o Posto do Fórum de Justiça vai funcionar conforme normatização nacional, em sistema de rodízio, entre os cartórios de Várzea Grande, que passarão a atuar neste posto, funcionando de segunda a sexta, em horário normal de expediente, e nos finais de semana em sistema de plantão. O serviço está conectado no sistema eletrônico para transmissão segura de dados entre a maternidade e os cartórios. O que assegura o registro na hora e prevê a erradicação de registros tardios.
O serviço garante que o recém-nascido saia com a sua maternidade e paternidade constituída. O bebê sai com um nome e já tem o seu primeiro direito de cidadão assegurado com a certidão de nascimento. Os cartórios que atuarão no posto em sistema de rodízio, serão os existentes no município e localizados na Passagem da Conceição, Cristo Rei, Bonsucesso, Capão Grande e o 2º Serviço Registro Notorial e Registral, situado no Várzea Grande Shopping.
VÁRZEA GRANDE
Fórum de Mulheres Negras celebra 11 anos com homenagens e presença da prefeita Flávia Moretti em Várzea Grande
A força, a resistência e o protagonismo das mulheres negras marcaram a celebração dos 11 anos do Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso, realizada na manhã deste sábado (9), na Orla Alameda. O evento também sediou a segunda edição do Prêmio “Pretas Que Brilham” e reuniu lideranças, homenageadas e autoridades, com destaque para a presença da prefeita Flávia Moretti, que prestigiou a iniciativa e reforçou o compromisso da gestão com a valorização e o fortalecimento das políticas públicas culturais no município.
Idealizado pelo próprio Fórum, o evento teve como ponto alto a homenagem a 11 mulheres negras que se destacam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária — uma para cada ano de existência da entidade.
A coordenadora do Fórum de Mulheres Negras, Elis Regina Prates, destacou a importância do momento, especialmente por reconhecer trajetórias ainda em construção. “Esse evento celebra os 11 anos do Fórum de Mulheres Negras, mas também marca a segunda edição do Prêmio ‘Pretas Que Brilham’, em que homenageamos 11 mulheres, uma para cada ano de existência. É um momento muito emocionante, porque geralmente as pessoas são reconhecidas apenas após a morte. Nós queremos homenagear essas mulheres em vida, pois elas ainda estão construindo a sociedade mais justa, igualitária e feliz em que acreditamos”, afirmou.
Elis também ressaltou o apoio da administração municipal para a realização da programação. “A Prefeitura tem participação fundamental, cedendo o espaço por meio da Superintendência de Cultura e abrindo portas para novas parcerias. Esperamos, ao longo do ano, realizar outras ações voltadas às mulheres negras de Várzea Grande”, completou.
Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti fez um discurso marcado por vivências pessoais, defesa da cultura e compromisso com o fortalecimento das políticas públicas. “Eu sempre convivi com muitas mulheres negras na minha vida, na minha caminhada e dentro da minha família. Isso sempre foi algo natural para nós, de convivência e união”, destacou.
A prefeita também enfatizou o papel do movimento na valorização cultural do município. “Ver o Fórum de Mulheres Negras ocupando um espaço cultural como a Orla Alameda mostra que estamos no caminho certo para reviver e fortalecer a cultura em Várzea Grande, começando pela cultura negra, que é base da nossa identidade”, afirmou.
Flávia Moretti ainda ressaltou os desafios enfrentados na área cultural e a necessidade de ampliar investimentos. “A política pública de cultura é uma das mais desafiadoras, muitas vezes com pouco orçamento e pouca atenção. Por isso, estamos trabalhando com foco, inclusive com a proposta de criação de uma Secretaria de Cultura, para garantir mais recursos e fortalecer movimentos culturais, associações e lideranças”, pontuou.
Encerrando sua fala, a prefeita reforçou o compromisso com as mulheres negras e com o diálogo aberto com os movimentos sociais. “Hoje não vim aqui apenas como prefeita, mas para dizer que estou junto com vocês, olhando nos olhos de cada uma, na luta de vocês. Nosso gabinete está de portas abertas para construir, junto com vocês, políticas públicas que façam a diferença”, concluiu.
O Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso atua de forma permanente há mais de uma década, com reuniões mensais e diversas atividades ao longo do ano. Entre as ações desenvolvidas estão eventos voltados à promoção da igualdade racial, como o “Julho das Pretas”, além de seminários, oficinas de letramento racial, rodas de conversa e iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Além da celebração anual de aniversário e do Prêmio “Pretas Que Brilham”, o Fórum também promove atividades em datas simbólicas, como o mês da Consciência Negra, reforçando o debate sobre racismo estrutural e a valorização da cultura afro-brasileira.
O evento reafirma o papel do Fórum como um importante espaço de articulação, resistência e construção coletiva, fortalecendo políticas públicas e ampliando o debate sobre equidade racial e de gênero no município.
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