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Com golaço de bicicleta Verdão goleia o Oeste e avança as semis da copinha
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As Crias da Academia conquistaram a vaga na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Junior após goleada por 5 a 2 diante do Oeste na noite desta quarta-feira (19), na Arena Barueri, em Barueri-SP. Gabriel Silva, Giovani (duas vezes), Endrick e Pedro Bicalho balançaram as redes na partida.

Classificado em primeiro na fase de grupos, o Palmeiras chega às semifinais com seis vitórias, um empate, 24 gols marcados e apenas cinco sofridos.
A disputa por uma vaga na final da competição será contra o São Paulo. O Choque-Rei decisivo está marcado para este sábado (22), às 19h, na Arena Barueri, com transmissão do SporTV.
Competição
A edição de 2022 da Copa São Paulo de Futebol Júnior reúne 128 clubes divididos em 32 grupos com quatro times cada na primeira fase e sedes espalhadas por todo o Estado de São Paulo.
Avançaram à segunda fase as duas melhores campanhas de cada chave. Desta etapa até a final, serão realizados confrontos eliminatórios únicos.

O jogo
A partida começou agitada e o primeiro lance de perigo foi do Oeste, mas, de forma inacreditável, a bola foi para fora. Em resposta imediata, o Palmeiras armou o contra-ataque e abriu o placar aos três minutos: Jhonatan chutou cruzado, o goleiro Alê rebateu, e Gabriel Silva aproveitou o rebote para balançar as redes.
Na primeira descida ao ataque após o primeiro gol, Jhonatan chegou mais uma vez pela direita e cruzou, Giovani dominou, bateu de esquerda e marcou o segundo tento alviverde, aos oito.
O terceiro gol saiu aos 13 minutos e digno de Puskás: após bate-rebate, a bola sobrou no alto para Endrick, na entrada da área. O camisa nove emendou uma bicicleta de primeira e encobriu o goleiro Alê, na gaveta. Um gol antológico na Arena Barueri!
O adversário sentiu a pressão alviverde e não esboçou reação. Aos 18, em jogada que começou com lindo drible de Endrick na intermediária, Gabriel Silva cruzou rasteiro para Giovani, que quase fez o quarto gol do jogo.
Não demorou muito para o Verdão balançar as redes novamente. Aos 22, Gabriel Silva invadiu a área com velocidade e foi derrubado com falta. O juiz não hesitou em marcar a penalidade e, na cobrança, Pedro Bicalho bateu no canto direito do goleiro e fez o quarto.
Dominando o jogo, o Alviverde não deixou o Oeste jogar e continuou se lançando ao campo de ataque. Aos 32, Endrick e Giovani tabelaram, o camisa 7 invadiu a área e driblou o goleiro, mas se desequilibrou e mandou na trave.
Na volta para o segundo tempo, o Oeste marcou com Popó, no primeiro minuto. A reação palmeirense veio pouco tempo depois. Aos sete minutos, Pedro Bicalho lançou, Endrick disputou com a zaga e a bola sobrou para Gabriel Silva. O camisa dez passou para Giovani, que finalizou o lance e marcou o seu segundo gol na partida.
Com mais posse de bola e grande vantagem no placar, as Crias da Academia não diminuíram o ritmo intenso no ataque. Aos 19, Gabriel Silva recebeu, dominou, invadiu a área e mandou uma bomba no travessão.
Em uma das poucas chegadas do adversário, Popó fez o segundo gol para o Oeste, aos 29 minutos.
Nos acréscimos, ainda deu tempo do Palmeiras tentar o sexto. Em cobrança de falta, aos 46, Kevin bateu direto e a bola pegou na rede pelo lado de fora.

Palmeiras Sub-20: Mateus; Garcia, Naves (Ruan Santos), Lucas Freitas (Pedro Lima) e Vanderlan; Fabinho, Pedro Bicalho (Ian) e Jhonatan; Giovani (Vitinho), Endrick (João Pedro) e Gabriel Silva (Kevin). Técnico: Paulo Victor.
Confira abaixo os jogos do Palmeiras na Copinha:
– Semifinal
22/01 – 19h: São Paulo x Palmeiras – Arena Barueri
– Quartas de final
19/01: Palmeiras 5 x 2 Oeste – Arena Barueri
Gols: Gabriel Silva, Giovani (2), Endrick e Pedro Bicalho
– Oitavas de final
17/01: Internacional 1 x 2 Palmeiras – Distrital do Inamar
Gols: Jhonatan e Lucas Flores (contra)
– Terceira fase
15/01: Atlético-GO 0 x 3 Palmeiras – Distrital do Inamar
Gols: Fabinho, Gabriel Silva e Vitinho
– Segunda fase
13/01: Palmeiras 4 x 0 Mauá FC – Distrital do Inamar
Gols: Fabinho, Garcia, Vitinho e Kevin
– Primeira fase
05/01: Palmeiras 6 x 1 Assu-RN – Distrital do Inamar
Gols: Jhonatan, Gabriel Silva, Endrick (2x) e João Pedro (2x)
08/01: Real Ariquemes 0 x 3 Palmeiras – Distrital do Inamar
Gols: Vitinho e Endrick (2x)
11/01: Água Santa 1 x 1 Palmeiras – Distrital do Inamar
Gol: contra
fonte:https://www.palmeiras.com.br/noticias/com-golaco-de-bicicleta-verdao-goleia-oeste-e-avanca-as-semis-da-copa-sao-paulo/
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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