VÁRZEA GRANDE
Reunião pública discutirá o diagnóstico do Plano de Bacia Hidrográfica do Alto Rio Cuiabá
VÁRZEA GRANDE
Aberto ao público, encontro será dia 16 de novembro, das 14h30 às 17h30, no auditório da nova sede das Promotorias de Justiça de Várzea Grande
Várzea Grande será anfitriã de uma importante discussão que debaterá o Plano de Bacia Hidrográfica do Alto Rio Cuiabá – UPG P4. E, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), convida a sociedade a participar dessa reunião pública no próximo dia 16 de novembro, das 14h30 às 17h30.
O encontro ocorrerá no auditório da nova sede das Promotorias de Justiça de Várzea Grande, situada na Avenida Chapéu do Sol, S/N, bairro Guarita II, ao lado do Fórum local.
Jean Lucas Teixeira de Carvalho, o Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, enfatiza a importância desse encontro e a relevância da cidade como anfitriã.
“Em parceria com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes da Margem Esquerda do Rio Cuiabá, o Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Saneamento Ambiental (NIESA), a Fundação Uniselva, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a própria Prefeitura de Várzea Grande, todos interessados na cidade poderão conhecer e discutir a apresentação dos estudos da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá”, detalha.
O gestor explica que o foco da reunião pública é discutir os desafios encontrados no diagnóstico do Plano de Bacia Hidrográfica do Alto Rio Cuiabá – UPG P4. “A ideia é abordar os usos, os conflitos e os desafios relacionados às águas do Rio Cuiabá, que não apenas fluem por essa região, mas também banham Várzea Grande em sua margem direita. A discussão promete ser instigante e esclarecedora, visando a proteção e a sustentabilidade desse recurso precioso”, disse Jean Lucas.
E ainda acrescenta: “É um convite à participação ativa de todos os cidadãos, pois a gestão da água e a preservação de nossos rios afetam a qualidade de vida de todos nós. Não devemos perder a oportunidade de se envolver nessa discussão crucial e contribuir para o futuro sustentável de Várzea Grande e da região circundante”.
VÁRZEA GRANDE
Afroteca inspira expansão do acervo negro nas bibliotecas de Várzea Grande
O sucesso da Afroteca, inaugurada recentemente na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, em Várzea Grande, já inspira uma nova etapa do projeto: a ampliação do acervo para outros equipamentos públicos de leitura do município.
Criada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR/VG), a Afroteca foi inaugurada no dia 10 de setembro e reúne um acervo dedicado à história, à cultura, à memória e à produção intelectual negra.
A proposta agora é descentralizar esse conhecimento e ampliar o acesso de crianças, adolescentes e moradores a obras que apresentam diferentes perspectivas sobre a população negra, suas trajetórias, conquistas, personagens e contribuições para a sociedade.
Segundo a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a ampliação será realizada de acordo com o perfil de cada equipamento. Na Biblioteca Inhazinha, por exemplo, o foco será o público infantojuvenil, que possui grande circulação no espaço.
“Como temos um público infantojuvenil muito grande e uma rotatividade bastante significativa de crianças e adolescentes, vamos levar para lá acervos voltados especificamente para esse público. A linguagem precisa conversar com essas idades e despertar o interesse pela leitura”, explicou Lu Arruda.
O projeto também deverá chegar ao Centro Cultural, que receberá um ponto de leitura com obras diversificadas. A intenção é que a Afroteca esteja presente ainda no futuro Céu da Cultura, previsto para a região do Chapéu do Sol, que contará com uma nova biblioteca, além de espaços para teatro, audiovisual e outras atividades culturais.
“A Afroteca também estará presente no Céu da Cultura. Será uma biblioteca muito ampla, com acervo atualizado e diversos espaços para atender a população”, destacou a superintendente.
A expansão não ficará restrita ao acervo sobre cultura negra. A proposta da Superintendência de Cultura é aproveitar os equipamentos de leitura para valorizar também a história e a identidade dos diferentes bairros e regiões de Várzea Grande.
A iniciativa pretende aproximar o leitor da própria realidade. Ao encontrar na biblioteca histórias sobre seu bairro, sua comunidade, sua cultura e pessoas que fazem parte daquela trajetória, o morador passa a reconhecer o espaço público de leitura também como um lugar de pertencimento.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ampliar o acesso aos livros e incentivar a leitura desde os primeiros anos é uma responsabilidade que precisa ser assumida pelo poder público.
“Valorizar a leitura desde a infância é investir na formação de cidadãos mais conscientes, curiosos e preparados para compreender o mundo ao seu redor. E essa formação também passa pela possibilidade de nossas crianças e adolescentes encontrarem nos livros diferentes histórias, culturas e personagens nos quais possam se reconhecer. É uma obrigação do poder público estar atento a essa questão e criar cada vez mais oportunidades de acesso à leitura e ao conhecimento”, destacou Maria Fernanda.
A secretária ressalta ainda que a política de leitura precisa estar presente não apenas nas escolas, mas também nos espaços culturais e bibliotecas, ampliando as possibilidades de acesso aos livros para toda a comunidade.
Afroteca ganha novos caminhos após reconhecimento do público
A decisão de ampliar o projeto surgiu após a receptividade positiva durante a inauguração da Afroteca na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira. Para Lu Arruda, o resultado mostrou que havia uma demanda por representatividade dentro dos equipamentos públicos.
“Foi um sucesso. As pessoas se sentiram representadas dentro da biblioteca. Esse é o diferencial: quando conseguem se conectar com um equipamento público, percebem que aquele espaço também pertence a elas”, afirmou.
Com a ampliação, a Prefeitura pretende transformar a Afroteca em uma rede de acesso à história, à cultura e à literatura negra, conectando diferentes regiões de Várzea Grande e fortalecendo as bibliotecas e os pontos de leitura como espaços de conhecimento, identidade e pertencimento.
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