VÁRZEA GRANDE
RESULTADOS POSITIVOS – SAÚDE PÚBLICA DE VÁRZEA GRANDE ATENDEU CERCA DE 1,3 MILHÃO DE PACIENTES EM 2022
VÁRZEA GRANDE
NÚMEROS DEMONSTRAM QUE EM TODOS OS DIAS DO ANO PASSADO, 3.561 PESSOAS ESTIVERAM EM ALGUMA UNIDADE DE SAÚDE
A Rede Pública de Saúde de Várzea Grande atendeu cerca de 1,3 milhão de pessoas durante o ano de 2022, realizando mais de 3 milhões de procedimentos médicos e odontológicos, entre consultas, exames, cirurgias, medicamentos e internação.
Isto representa dizer que para cada um dos 365 dias de 2022, cerca de 3.561 pessoas passaram por alguma das unidades de saúde de Várzea Grande e receberam um ou mais atendimentos.
“O que me deixa mais satisfeito é o fato de que estamos atendendo a nossa população de forma humanizada, bem como pessoas de outras cidades de Mato Grosso, do Brasil e até mesmo de outros países vizinhos”, disse o prefeito Kalil Baracat, ponderando que estes números são exemplares, pois eles foram obtidos durante a pandemia da COVID 19, que afetou e ainda afeta todo o Mundo.
Para ele, é fundamental explicar que Várzea Grande atende pelo SUS – Sistema Único de Saúde, porta aberta para todos que procuram qualquer unidade e sem nenhum tipo de custo.
Se a Saúde Pública de Várzea Grande atendesse apenas os moradores da cidade, isto representaria dizer que cada um dos 315 mil habitantes teria passado mais de quatro vezes no ano em qualquer unidade pública de saúde.
Kalil Baracat assinalou ainda que Várzea Grande praticamente dobra a cada ano os percentuais de recursos públicos que segundo a legislação devem ser aplicados em saúde pública. “A legislação estipula 15% para os Municípios e 12% para os Estados, deixando o Governo Federal sem um percentual obrigatório. O que sei é que Várzea Grande investe uma média de 27% em Saúde, ou seja, 12% a mais do que o previsto, ou seja, é como se Várzea Grande investisse o que é de sua obrigação, mais a parte que seria do Governo do Estado”, explicou o prefeito.
Estes são números consolidados que fazem parte do relatório que será apresentado a população e aos vereadores da Câmara Municipal em audiência pública quadrimestral como determina Lei Complementar 141/2012 que estabelece os prazos para apresentação dos recursos aplicados, auditorias realizadas e oferta e produção de serviços públicos na rede de assistência própria, contratada e conveniada, comparando os dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação.
O secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros, frisa que é preciso avançar ainda mais no atendimento a população que necessita do apoio do Poder Público Municipal e na consolidação destes números, pois existe parte dos atendimentos realizados sem origem.
“Estamos trabalhando para que todos os atendimentos realizados façam parte de um Banco de Dados de Várzea Grande, que servirá até mesmo para atuações futuras em busca de aperfeiçoamento dos serviços de saúde pública”, pontuou.
Segundo Gonçalo Barros, os dados levantados e checados fazem parte das informações inseridas no Ministério da Saúde e tratam das unidades de Atenção Primária como as UBS e EFS; Atenção Secundária (UPAs e Centro de Especialidades em Saúde – Postão) e Atenção Terciária, Hospital Pronto Socorro Municipal e a Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo que funciona desde maio de 2021.
“A Maternidade Municipal é um dos mais expressivos resultados positivos da Saúde de Várzea Grande, pois em 2022, foram 1.272 nascimentos de várzea-grandenses legítimos, sendo 764 através de Parto Normais ou Partos Humanizados que garantem maior segurança tanto para mães e crianças e 515 através de Cesarianas, que também são realizadas de forma humanizada, mas que por se tratar de uma cirurgia acaba oferecendo algum risco”, disse Gonçalo Barros.
Segundo o titular da Saúde Pública de Várzea Grande, para que as pessoas tenham noção, apenas na Maternidade Municipal em 2022 passaram 15.951 pessoas, ou seja, quase 44 pessoas passaram todos os dias do ano passado na Maternidade Municipal e realizaram 76 mil 350 procedimentos dos quais 1.272 foram nascimentos, foram novas vidas que chegaram ao mundo e saíram desta unidade como cidadão de Várzea Grande, com documentos e registrados graças a parceria entre a Prefeitura Municipal e o Poder Judiciário”, exemplificou Gonçalo Barros.
O prefeito Kalil Baracat, frisou que os resultados obtidos por Várzea Grande passaram pelas mãos dos profissionais da Saúde, sendo eles, médicos, enfermeiros, auxiliares, odontólogos, agentes administrativos, técnicos, enfim uma enormidade de profissionais, mas também contaram com o apoio irrestrito do Governo do Estado de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa, da bancada federal no Senado e na Câmara dos Deputados e também de toda a estrutura do Poder Público Municipal e isto o estimula a continuar trabalhando e se dedicando para que novos resultados sejam obtidos, colhidos e transformem ainda mais a Saúde Pública da segunda maior cidade de Mato Grosso”, frisou o prefeito.
Ele ainda anunciou mais investimentos, mais unidades, como a nova UTI do Hospital Pronto Socorro Municipal que terá 50 leitos, novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que se encontram sendo construídas, a possibilidade de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a entrega da Reforma e Ampliação da Unidade Estratégia Saúde da Família (ESF) do Jardim Imperial que será entregue nesta terça-feira, 10 de janeiro de 2023 às 17 horas.
“Vamos continuar trabalhando para que Várzea Grande tenha serviços de saúde de qualidade e com resultados que atendam aqueles que necessitam do suporte e apoio da Prefeitura”, disse Kalil Baracat.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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