VÁRZEA GRANDE
Procurador-geral reafirma compromisso da com a legalidade
VÁRZEA GRANDE
Acompanhando determinação superior, o procurador-geral de Várzea Grande, Jomas Fulgêncio de Lima Júnior, notificou todas as Secretarias e Órgãos Municipais para a adoção de medidas referentes ao Ano Eleitoral Municipal de 2024 e as recomendações da Promotoria de Justiça da 49ª Zona eleitoral.
“Já havia determinação da Gestão Municipal, antes do Procedimento Administrativo Eleitoral 001249-006/2024, do Ministério Público Eleitoral, tanto é que desde o início deste ano já havíamos repassado para todos os secretários, presidentes de órgãos municipais, chefes, coordenadores e servidores Cartilha de Condutas Vedadas em ano eleitoral”, explicou o procurador Jomas Fulgêncio.
Ele lembrou que não vê muita dificuldade em adotar medidas mais restritivas, o que é comum em ano eleitoral e, além do mais a Administração Municipal, sempre cumpriu à risca as regras e exigências legais, sejam elas eleitorais ou não, procurando manter aberto em todos os momentos os canais de entendimentos com os demais Poderes Constituídos ou órgãos de controle.
“Não apenas o princípio da impessoalidade é respeitado e cumprido como os demais princípios da Administração Pública de legalidade, moralidade, publicidade e eficiência tem suas premissas respeitada pela Administração Municipal de Várzea Grande”, disse o procurador-geral.
As recomendações feitas pelo promotor de Justiça, Marcelo Lucindo Araújo, contêm diversos alertas visando a melhoria dos serviços públicos e de relevância e apontando para as proibições decorrentes da Lei Eleitoral 9.504/97 que se encontra em vigor.
Considerando que o abuso do poder econômico e do poder político, como também o uso indevido dos veículos de comunicação social, constituem expedientes que atentam contra a isonomia de oportunidades dos candidatos e contra a liberdade de escolha dos eleitores, afetando a normalidade e a legitimidade das eleições.
Ele cita ainda que a utilização de festas de grande porte com a participação da população em geral como, por exemplo, aniversário do município, festa do (a) padroeiro (a), carnaval, inclusive, fora de época, vaquejada, exposição agropecuária etc., para promover candidatos ou partidos caracteriza abuso de poder econômico ou político, dependendo da origem dos recursos utilizados para custeá-la, sujeitando o seu responsável ou beneficiário à cassação do registro ou do diploma, além da inelegibilidade para as eleições que se realizarem no período de 08 anos subsequente, resolve recomendar aos agentes públicos (Prefeito, Vice-Prefeito, Secretários Municipais, Vereadores e demais agentes públicos), que venham a realizar ou de qualquer forma apoiar festejos nesse ano eleitoral de 2024, o seguinte:
· Que se abstenham de realizar qualquer promoção pessoal, mediante exposição de nomes, imagens ou voz de quais pessoas, através de faixas, cartazes, fotografias, vídeo, gravações, enfim, quaisquer meios de divulgação que venham ferir o princípio da impessoalidade;
· Se abstenham de realizar ou autorizar a realização de discursos, de falas, de agradecimentos ou de exposições pessoais do prefeito, do vice-prefeito, de vereadores, de dirigentes de Partidos Políticos e/ou de pré-candidatos durante a realização dos eventos carnavalescos (abertura, encerramento, intervalo entre bandas etc.);
· Realizem orientações e advertências expressas, inclusive por meio de atos normativos internos e/ou cláusulas contratuais, aos agentes públicos, aos servidores, aos colaboradores, aos locutores, aos anunciantes, aos animadores, aos cantores, aos patrocinadores e aos demais partícipes, dos eventos carnavalescos no sentido de que se abstenha de proferir citações, elogios, cumprimentos e agradecimentos pessoas aos integrantes da Administração Pública contratante, bem como aos vereadores, aos dirigentes de Partidos Políticos e aos pré-candidatos, como forma de exposição e de promoção de nomes ao público espectador.
A Promotoria Eleitoral recomendou ainda que todos os agentes públicos e servidores, além de vereadores recebam as recomendações e disponibilizem as mesmas nos sites oficiais do Município de Várzea Grande em todas as esferas de Poder.
VÁRZEA GRANDE
Escolas de Várzea Grande transformam eleição simulada em aula prática de cidadania
A eleição saiu das urnas e ganhou as salas de aula da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande. Nesta sexta-feira (2), alunos da EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior, o Jaiminho, e da EMEB Júlio Domingos de Campos participaram de atividades educativas que transformaram o processo eleitoral em uma experiência prática de aprendizado, participação e cidadania.
Nas duas unidades, os estudantes tiveram a oportunidade de vivenciar, de maneira lúdica, etapas que fazem parte de uma eleição. Eles conheceram os candidatos, acompanharam a apresentação de propostas, receberam títulos de eleitor e participaram da votação para escolher seus representantes.
No Jaiminho, a atividade foi organizada pela professora Victoria Virgínia, com a participação da equipe gestora e da comunidade escolar. A escola montou uma estrutura semelhante à de uma eleição oficial e utilizou um aplicativo para simular a apuração dos votos. A tecnologia permitiu que os alunos acompanhassem, em tempo real, a contagem e o resultado da votação.
Mais do que uma brincadeira, a proposta foi utilizada como ferramenta pedagógica para aproximar as crianças de temas como democracia, participação social, responsabilidade e respeito às diferentes opiniões.
Durante a atividade, os estudantes também tiveram espaço para apresentar suas próprias ideias. Os candidatos defenderam propostas relacionadas ao cotidiano escolar e às necessidades dos alunos, mostrando que participar de uma eleição também envolve ouvir, apresentar ideias, discutir soluções e fazer escolhas.
O entusiasmo tomou conta das unidades durante a votação. A expectativa pelo resultado, a movimentação dos “eleitores” e a apresentação das propostas fizeram com que os estudantes participassem ativamente de cada etapa da experiência.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, acompanhou de perto a ação no Jaiminho e destacou a importância de trabalhar a formação cidadã desde os primeiros anos escolares.
“Quando a escola cria uma experiência como essa, ela está ensinando muito mais do que como funciona uma eleição. Está ensinando nossas crianças a ouvir, a respeitar opiniões diferentes, a apresentar suas ideias e a entender que toda escolha traz responsabilidades. Hoje eles estão participando de uma eleição simulada, mas estamos formando cidadãos que, no futuro, terão condições de compreender o papel dos políticos e a importância das decisões para a nossa cidade e para a sociedade”, afirmou.
Para a professora Victoria Virgínia, a ideia foi tornar um assunto que pode parecer distante da realidade das crianças em algo concreto e divertido.
“Queríamos que os alunos entendessem o que é uma eleição e percebessem que cada voto tem importância. Por isso, criamos todo esse ambiente, desde os candidatos apresentando suas propostas até o título de eleitor e a apuração. Eles participaram, se divertiram e, ao mesmo tempo, aprenderam sobre responsabilidade, escolha e cidadania”, explicou.
Aprendizado que também chegou à EMEB Júlio Domingos de Campos
A mesma proposta também foi desenvolvida na EMEB Júlio Domingos de Campos, onde os estudantes participaram de uma eleição simulada como parte das atividades pedagógicas da unidade. A iniciativa permitiu que os alunos conhecessem, de forma adequada à faixa etária, conceitos relacionados ao processo eleitoral e à participação cidadã.
Assim como no Jaiminho, a atividade buscou transformar o conteúdo em uma experiência concreta, fazendo com que as crianças deixassem de ser apenas espectadoras e assumissem o papel de eleitores.
A realização das atividades nas duas escolas reforça a possibilidade de trabalhar a educação cidadã dentro do ambiente escolar de maneira leve, participativa e próxima da realidade dos estudantes.
Além de compreenderem como funciona uma votação, os alunos foram estimulados a desenvolver valores que fazem parte da convivência em sociedade, como respeito, diálogo, responsabilidade, escuta e participação.
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