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Baile do projeto “Meus 15 Anos” emociona famílias

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Comunidade se reuniu para acompanhar a festa de debutante de 40 alunas da rede municipal

O projeto “Meus 15 anos” realizou na última sexta-feira (27) o baile de debutantes de 40 meninas participantes do projeto Escola em Tempo Ampliado (E.T.A.). Promovido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e pelo Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras (Gaat), a festa reuniu toda uma comunidade de pais, avós, tios, irmãos e amigos ao redor das alunas, que celebraram juntos o início de um novo ciclo em suas vidas.

Cada debutante pode levar até 6 convidados na festa. Entre eles estava Heber Junior Fernandes, pai da Thamily Kaellen, que se disse honrado por poder participar dessa data e que iria dançar com a filha no momento da valsa.

“Ela queria muito ter uma festa, mas a gente não sabia se ia ter condições de fazer, e dai veio esse projeto. Eu agradeço muito a Deus pela filha maravilhosa que eu tenho. Ela é a razão da minha vida. É obediente, exemplar. E eu ensino coisas pra ela também”, disse.

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Mariane José da Silva, mãe da Ana Kassia, também se disse emocionada. Ela mesma não pode ter uma festa de 15 anos na adolescência e se sentia realizada vendo a filha ter a oportunidade. Já sobre as transformações que a transição para uma nova fase da vida podiam trazer, ela preferia que não fossem tantas. “Ela é uma menina obediente, responsável. Quero que ela concretize o sonho dela de estudar no futuro”, contou.

Outro pai que participou da festa foi Robson Freire, pai da Brenda Valesca. Ele não iria dançar com a filha a valsa, essa seria a missão do irmão mais novo, mas ainda assim era um momento emocionante. “O coração fica sem palavras nesse momento. Fico muito feliz com ela, ela é muito inteligente, ajuda a gente em casa. Ficou linda com o vestido, com a maquiagem. Quero agradecer a vocês todos”, disse, com a voz um pouco embargada.

No caso da Raquel Almeida da Silva também seria o irmão o responsável pela valsa. Gabriel Almeida da Silva é seu parente mais próximo, uma vez que a mãe faleceu e o pai mora em outro estado. “Ela é uma pessoa muito importante para mim e esse é um momento muito importante. A meu ver, toda menina tem que ter a festinha de 15 anos, tem que ter algo para comemorar, para marcar isso, mas a gente não teria essa oportunidade, então a gente agradece muito à prefeitura”, concluiu.

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O projeto não se encerra com a festa. De acordo com o Secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, a perspectiva é que as meninas continuem sendo acompanhadas pelo poder público, principalmente através do Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras (Gaat) e a Casa de Sarita, com aconselhamento, cursos e outras oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Afroteca inspira expansão do acervo negro nas bibliotecas de Várzea Grande

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O sucesso da Afroteca, inaugurada recentemente na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, em Várzea Grande, já inspira uma nova etapa do projeto: a ampliação do acervo para outros equipamentos públicos de leitura do município.

Criada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR/VG), a Afroteca foi inaugurada no dia 10 de setembro e reúne um acervo dedicado à história, à cultura, à memória e à produção intelectual negra.

A proposta agora é descentralizar esse conhecimento e ampliar o acesso de crianças, adolescentes e moradores a obras que apresentam diferentes perspectivas sobre a população negra, suas trajetórias, conquistas, personagens e contribuições para a sociedade.

Segundo a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a ampliação será realizada de acordo com o perfil de cada equipamento. Na Biblioteca Inhazinha, por exemplo, o foco será o público infantojuvenil, que possui grande circulação no espaço.

“Como temos um público infantojuvenil muito grande e uma rotatividade bastante significativa de crianças e adolescentes, vamos levar para lá acervos voltados especificamente para esse público. A linguagem precisa conversar com essas idades e despertar o interesse pela leitura”, explicou Lu Arruda.

O projeto também deverá chegar ao Centro Cultural, que receberá um ponto de leitura com obras diversificadas. A intenção é que a Afroteca esteja presente ainda no futuro Céu da Cultura, previsto para a região do Chapéu do Sol, que contará com uma nova biblioteca, além de espaços para teatro, audiovisual e outras atividades culturais.

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“A Afroteca também estará presente no Céu da Cultura. Será uma biblioteca muito ampla, com acervo atualizado e diversos espaços para atender a população”, destacou a superintendente.

A expansão não ficará restrita ao acervo sobre cultura negra. A proposta da Superintendência de Cultura é aproveitar os equipamentos de leitura para valorizar também a história e a identidade dos diferentes bairros e regiões de Várzea Grande.

A iniciativa pretende aproximar o leitor da própria realidade. Ao encontrar na biblioteca histórias sobre seu bairro, sua comunidade, sua cultura e pessoas que fazem parte daquela trajetória, o morador passa a reconhecer o espaço público de leitura também como um lugar de pertencimento.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ampliar o acesso aos livros e incentivar a leitura desde os primeiros anos é uma responsabilidade que precisa ser assumida pelo poder público.

“Valorizar a leitura desde a infância é investir na formação de cidadãos mais conscientes, curiosos e preparados para compreender o mundo ao seu redor. E essa formação também passa pela possibilidade de nossas crianças e adolescentes encontrarem nos livros diferentes histórias, culturas e personagens nos quais possam se reconhecer. É uma obrigação do poder público estar atento a essa questão e criar cada vez mais oportunidades de acesso à leitura e ao conhecimento”, destacou Maria Fernanda.

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A secretária ressalta ainda que a política de leitura precisa estar presente não apenas nas escolas, mas também nos espaços culturais e bibliotecas, ampliando as possibilidades de acesso aos livros para toda a comunidade.

Afroteca ganha novos caminhos após reconhecimento do público

A decisão de ampliar o projeto surgiu após a receptividade positiva durante a inauguração da Afroteca na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira. Para Lu Arruda, o resultado mostrou que havia uma demanda por representatividade dentro dos equipamentos públicos.

“Foi um sucesso. As pessoas se sentiram representadas dentro da biblioteca. Esse é o diferencial: quando conseguem se conectar com um equipamento público, percebem que aquele espaço também pertence a elas”, afirmou.

Com a ampliação, a Prefeitura pretende transformar a Afroteca em uma rede de acesso à história, à cultura e à literatura negra, conectando diferentes regiões de Várzea Grande e fortalecendo as bibliotecas e os pontos de leitura como espaços de conhecimento, identidade e pertencimento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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