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Pedra famosa de Florianópolis corre risco de tombamento por erosão; veja vídeo
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Considerada como um dos pontos turísticos mais famosos de Florianópolis, a Pedra do Surfista está com “risco potencial de tombamento”, segundo a prefeitura da cidade. Há placas que sinalizam a erosão sofrida pela rocha no alto do Morro da Coroa, no Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste.
Fora os processos erosivos na pedra, os primeiros estudos geológicos atestam que o caminho principal para a chegar ao local também está em erosão. “Infelizmente, estudos preliminares indicam que essa formação rochosa apresenta risco potencial de tombamento. Além disso, na vertente norte do Morro da Coroa, a trilha principal que leva à Pedra do Surfista está em estado avançado de erosão”, explica a prefeitura de Florianópolis.
A municipalidade ainda indica um trajeto para os turistas que decidirem fazer a trilha. “Se for encarar a trilha, escolha o caminho que começa no Pântano do Sul e pegue a bifurcação antes de chegar à praia, ou suba pela trilha liberada que parte direto da Lagoinha”, aconselha.
“O topo do Morro da Coroa segue acessível como um mirante natural. Respeite as sinalizações. Um estudo mais detalhado está em andamento para avaliar medidas que garantam a segurança e a preservação da área”, finaliza.
Assista:
Saiba mais sobre o ponto turístico
A Pedra do Surfista possui uma extremidade apoiada ao solo, enquanto a outra é suspensa. A declividade chega a ultrapassar 45º graus. Além disso, toda a extensão do Morro da Coroa tem rochas piroclásticas, que atraem vários turistas graças à possibilidade de ver a Praia da Lagoinha do Leste.
Fonte: Turismo
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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco
Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.
Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.
Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.
Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.
Plantas vivas
De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.
Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.
Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.
Como e quando ir
Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.
Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.
Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].
Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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