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Mulher Palanquera: conheça a nova atração turística da Colômbia

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Divulgação/Alcaldía de Cartagena

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A cidade de  Cartagena, na Colômbia, inaugurou mais um ponto turístico da região: a maior estátua de Mulher Palenquera  do mundo. A escultura de 8 metros de altura fica no Parque de la Marina, no centro histórico da cidade.


A obra, desenvolvida ao longo de oito meses, é composta por 3.586 peças e faz parte do projeto ‘Palenque Vive’, que homenageia  São Basílio de Palenque. O local, há 50km de Cartagena, é considerada a primeira comunidade de africanos escravizados libertos nas Américas.

A escultura ainda oferece uma experiência imersiva aos visitantes. Ao adentrar, é possível conhecer mais sobre a história, música e tradições locais. A região, conhecida por belezas naturais e praias paradisíacas, agora ganha mais um atrativo.

Cartagena é a quinta maior cidade da Colômbia, e fica a 660 km ao norte da capital, Bogotá, o que dá quase 19 horas de carro
Unplash

Cartagena é a quinta maior cidade da Colômbia, e fica a 660 km ao norte da capital, Bogotá, o que dá quase 19 horas de carro



Sandors Garzón, diretor geral do projeto, enfatizou que o objetivo da iniciativa é que turistas e locais encontrem um espaço para conhecer a história de Palenque, a importância da mulher palenquera: “Um lugar maravilhoso e diferente para compartilhar também em família”, acrescentou.

Quem são as mulheres palenqueras?

Quem já visitou ou viu fotos de turistas na Colômbia, certamente já se deparou com as mulheres palenqueras. No entanto, a história dessas vendedoras afro-colombianas, originárias de San Basilio de Palenque, não é tão difundida no Brasil.

O nome ‘palenquera’ faz referência a San Basilio de Palenque, localidade reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade devido à preservação de suas tradições, incluindo uma língua própria, o palenquero.


Elas são conhecidas por comercializar frutas e doces típicos em Cartagena, usando vestimentas coloridas e carregando bacias na cabeça. Além de um meio de trabalho, a atividade se tornou símbolo da identidade cultural local.

Nelson Arroyave, gerente do ‘ Palenque Vive ‘ reforçou a importância da mulher palenquera na liberdade do primeiro povo africano na Colômbia: “É símbolo da luta pela liberdade, dignidade e resiliência da nossa comunidade afrodescendente”.

Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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