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Lord Howe: a ilha que só recebe 400 visitantes por vez

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Lord Howe: a ilha que só recebe 400 visitantes por vez
Maurício Brum

Lord Howe: a ilha que só recebe 400 visitantes por vez

Praias lotadas, resorts com centenas de pessoas e shoppings à beira-mar: se esse é seu cenário de férias ideal, talvez a ilha de Lord Howe não seja pra você. Mas, se a preferência é por praias paradisíacas quase desertas e trilhas em meio à natureza, a pequena ilha no Mar da Tasmânia pode ser perfeita – a única dificuldade é garantir um dos poucos lugares que ela libera para os visitantes.

Entre a Austrália e a Nova Zelândia, a ilha de Lord Howe é lar para centenas de espécies nativas de plantas e animais. Cerca de 75% do território faz parte de uma área de preservação natural, que inclui um trecho da costa marinha.

Foi justamente para preservar essa biodiversidade que a administração local resolveu, na década de 1980, limitar a 400 o número de visitantes aceitos por vez na ilha. O número de moradores de Lord Howe também não vai muito além: são 445 residentes. A ideia era que nunca houvesse uma proporção maior que um estrangeiro para cada morador local ao mesmo tempo, de modo a não sobrecarregar o ambiente.

Listada como patrimônio mundial da UNESCO em 1982, a ilha oferece opções de spas, restaurantes e muitos passeios de natureza. A maioria dos hotéis são integrados à mata nativa. Mergulhar, fazer trilhas e conhecer os recifes de corais e pássaros são alguns dos programas favoritos de quem visita o local.

Como chegar a Lord Howe?

Só dá para chegar a Lord Howe de avião. A ilha conta com um pequeno aeroporto, a cerca de 2 km do centro da cidade.

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Voos partem diariamente de Sydney, na Austrália, e o trajeto de cerca de 700 km leva duas horas. Os hotéis e pousadas costumam disponibilizar transfer do aeroporto até o endereço da hospedagem.

O passo mais importante para confirmar a viagem é agendar, com antecedência, sua vaga em um local para se hospedar na ilha.

Por meio do número de vagas em hotéis, a administração controla a quantidade de visitantes, sem jamais ultrapassar o número máximo de 400 ao mesmo tempo. Como todo mundo que planeja uma viagem para lá já vai sabendo que as vagas são notoriamente limitadas, o mais seguro é reservar o hotel antes mesmo de comprar passagens de avião.

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Uma tartaruga marinha curtindo o bem-bom no litoral de Lord Howe PotMart186/CC-BY-SA-4.0/Wikimedia Commons

Para se locomover na ilha, a dica é ir a pé ou de bicicleta – Lord Howe tem apenas 11 km de comprimento e 2 km de largura, facilitando os deslocamentos internos. Os carros só são permitidos a alguns residentes da ilha.

Conheça as principais atrações de Lord Howe

A maioria dos locais vive na parte norte da ilha. A porção sul é dominada por montanhas, incluindo o Mount Gower que, a 875 metros, é o ponto mais alto. Por sinal, a trilha até o cume de Mount Gower é uma das mais atrativas e desafiadoras da região: são 9 horas de caminhada até o topo, de onde é possível enxergar a ilha e as águas cristalinas que a cercam. Equipamentos de alpinismo são necessários para chegar até lá.

Os menos habituados a escaladas podem optar por trilhas de dificuldade moderada ou fácil – há caminhadas para todos os gostos. Os roteiros servem como convite para conhecer a fauna e a flora únicas do local.

Desde 1995, o naturalista local Ian Hutton guia tours pelas florestas e áreas costeiras da ilha. Os turistas também podem conhecer as iniciativas de preservação de Lord Howe – e inclusive participar delas: o chamado Tour de Regeneração incentiva os visitantes a ajudar na remoção de plantas daninhas e no replantio de árvores nativas.

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A dica é reservar com antecedência: os tours com Ian Hutton são concorridos, e a disponibilidade de alguns roteiros depende do clima (há outras empresas na ilha que organizam passeios; veja aqui ). A trilha Birdweek , que se distribui ao longo de uma semana, é dedicada aos pássaros.

A ilha de Lord Howe abriga espécies como a Gallirallus sylvestris , ave rara de pequeno porte que não voa, e é ponto para reprodução de aves como o petrel da providência e o rabo-de-palha-de-cauda-vermelha . De setembro a maio, vários grupos de aves migram à ilha para a época de reprodução. Existem ainda outras opções de passeios com Ian Hutton, com foco nos recifes de corais ou nas plantas nativas.

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Costa leste de Lord Howe David Stanley/CC BY 3.0/Unsplash

Já a temporada de veraneio é ideal para conhecer as 11 praias de areias brancas e águas azuladas da ilha. A Ned’s Beach é o ponto mais indicado para aproveitar um dia à beira-mar com a família. Dá para praticar stand-up paddle e outras atividades.

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Para quem quiser ficar ainda mais recluso, a praia de North Bay só é acessível a pé ou pela água. É um bom ponto para mergulho. Ainda na parte norte da ilha, na Old Settlement Beach, dá para nadar lado a lado com tartarugas.

Atrações na costa

A 23 km do sul de Lord Howe, fica a ilha de Ball’s Pyramid . Inabitada, a formação geológica de 551 metros de altura é cercada de cavernas submersas, que podem ser exploradas em passeios de mergulho. Ball’s Pyramid também é lar para uma das espécies mais raras do mundo: o bicho-pau da Ilha de Lord Howe. Acreditava-se que o inseto estava extinto, mas ele foi redescoberto no local em 2001.

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Ball’s Pyramid, a 23 km de Lord Howe PotMart186/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Outra atração marítima são os recifes de corais na Lagoon Beach . Ao mergulhar nas águas azul-turquesa, dá para ver a variedade de cores dos peixes e corais, alguns existentes apenas em Lord Howe. Também dá para passear de barco pela extensão da lagoa.

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Para quem desejar conhecer mais sobre Lord Howe em terra firme, o museu da ilha é uma ótima opção. São oferecidas palestras sobre a história e a geologia locais. A entrada é gratuita.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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