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Farol Santander recebe exposição sobre Narciso com escultura de Vik Muniz
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O Farol Santander , em São Paulo , inaugura no dia 4 de outubro a exposição inédita Narciso – a beleza refletida . A mostra explora o mito de Narciso, paradigma da cultura ocidental, relativo ao cultivo da própria imagem, por meio do olhar do artista para si mesmo.
Com curadoria de Helena Severo e Maria Eduarda Marques, além de direção artística de Marcello Dantas, a mostra reúne um acervo com 101 obras de diversos e representativos artistas brasileiros, entre pinturas, desenhos, esculturas e fotografias, produzidas entre a fase modernista e a contemporaneidade. A exposição ocupará toda a galeria do 22º andar do Farol Santander e ficará em cartaz até o dia 5 de janeiro de 2025.
A mostra exibe ao público 100 obras da coleção particular de Lúcia Almeida Braga, produtora de cinema, que foi concebida e organizada pelo arquiteto Márcio Rebello, seu marido, a partir do ano de 1997. Trata-se de um conjunto de obras de arte em autorretratos produzidos em diversas técnicas e no mesmo formato, pelos mais destacados artistas modernos e contemporâneos brasileiros, que foram comissionados e agrupados durante duas décadas, de modo a desvendar “a cara do Brasil” na virada do milênio. O autorretrato de Cícero Dias, por exemplo, foi a última obra realizada pelo artista, em 2003, ano de seu falecimento.
Entre os destaques da coleção estão nomes como Antonio Peticov, Beatriz Milhazes, Carlos Sciliar, Cícero Dias, Emanoel Araújo, Fernando Barata, José Roberto Aguilar, Leda Catunda, Luiz Zerbini, Siron Franco, Romero Brito e Tomie Ohtake. Os trabalhos serão exibidos em telas originais e também em reproduções de backlight .

Entre os grandes destaques da exposição está o autorretrato em formato de busto de Vik Muniz, que será exibido pela primeira vez no Brasil. A peça é resultado de um sofisticado processo fotográfico digital, que capturou imagens em 360 graus do artista, maquiado e vestido como Puck, personagem mitológico da peça Sonho de Uma Noite de Verão , de William Shakespeare. O busto tem dimensões de 67x54x100cm e foi moldado em mármore de Carrara, proveniente da Itália, material nobre utilizado por escultores desde a antiguidade.
O circuito expositivo conta ainda com um grande espelho na entrada para receber o público e ambientar ao tema da exposição. Ao final do circuito, os visitantes podem conferir e explorar um ponto ‘instagramável’, com três salas coloridas e espelhadas em sua totalidade, com iluminação especial ativada quando os visitantes entram.
+ Conheça o Bar do Cofre, no subsolo do Farol Santander
Serviço
Exposição Narciso – a beleza refletida
Onde? Farol Santander – Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1 azul do metrô)
Quando? De 4 de outubro de 2024 a 5 de janeiro de 2025. De terça-feira a domingo, das 9h às 20h.
Quanto? R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Venda pela bilheteria local e pelo site . Clientes Santander têm desconto comprando com o cartão.
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Fonte: Turismo
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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco
Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.
Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.
Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.
Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.
Plantas vivas
De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.
Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.
Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.
Como e quando ir
Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.
Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.
Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].
Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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