Turismo
Drones sobrevoam parques abandonados; imagens são assombrosas
Turismo

Em um mundo que não para de girar, alguns lugares permanecem presos no tempo. É o caso dos parques de diversões abandonados, que agora, vistos do alto por drones, revelam um espetáculo diferente: o da saudade e do esquecimento.
Onde antes ecoavam risos e músicas alegres, hoje reinam o silêncio, a ferrugem e a força da natureza.
As imagens aéreas capturam não apenas a decadência dessas estruturas, mas também a beleza melancólica de espaços que resistem como testemunhas silenciosas de uma alegria que já se foi.
O que antes era repleto de gritos de emoção, hoje é um cenário de silêncio e abandono. Imagens captadas por drones revelam parques de diversões desertos, congelados no tempo, onde a natureza e o desgaste assumiram o protagonismo.
A perspectiva aérea transforma o que poderia ser apenas ruínas em retratos fascinantes de um passado que resiste.
A roda-gigante amarela: um símbolo parado no tempo
Entre as cenas mais impactantes, está uma roda-gigante inteiramente amarela, parada, com sinais claros de ferrugem.
A estrutura, que já girou milhares de vezes levando sorrisos ao alto, agora permanece imóvel, como um monumento à memória de dias mais vivos. O contraste da ferrugem com o céu cinzento amplia a sensação de melancolia e abandono.
Um brinquedo vermelho, a vegetação e o mistério do esquecimento
Em outra imagem, um brinquedo vermelho ainda gira lentamente. À distância, é difícil identificar qual era sua função — talvez uma atração infantil, talvez uma peça de um antigo carrossel.
O que mais chama atenção é o cenário ao fundo: uma vegetação densa, que cresce livre, tomando os espaços e engolindo as estruturas pouco a pouco.
A tecnologia dos drones e o olhar para o invisível
As imagens foram possíveis graças à tecnologia dos drones, pequenos dispositivos aéreos controlados remotamente.
Equipados com câmeras de alta definição, os drones conseguem alcançar ângulos impossíveis para fotógrafos tradicionais, sobrevoando áreas perigosas ou de difícil acesso.
Nesse caso, eles oferecem uma nova forma de enxergar os parques abandonados — revelando detalhes e atmosferas que, do chão, passariam despercebidos.
Essas imagens aéreas não apenas mostram a degradação física, mas capturam a emoção silenciosa de lugares que, um dia, foram palco de histórias e sonhos.
Agora, permanecem como lembranças flutuando no vento, vistos apenas por quem ainda se permite contemplar o que ficou para trás.
Fonte: Turismo
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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco
Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.
Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.
Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.
Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.
Plantas vivas
De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.
Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.
Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.
Como e quando ir
Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.
Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.
Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].
Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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