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Cidade italiana vende casas por 1 euro para atrair moradores

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Cidade italiana vende casas por 1 euro para atrair novos moradores
Reprodução/Google Maps

Cidade italiana vende casas por 1 euro para atrair novos moradores

A cidade de Penne, na região de Abruzzo, na Itália, lançou um programa de venda de casas por 1 euro para combater a queda populacional. Com cerca de 1.200 habitantes e um grande número de imóveis vazios, a prefeitura busca atrair novos moradores e evitar o abandono do centro histórico. O projeto segue a tendência de outras cidades italianas que adotaram medidas semelhantes.

O programa, iniciado em 2022, ocorre por fases e terá um novo lote de imóveis disponibilizado. Até agora, seis casas foram vendidas, todas para italianos. Segundo jornais locais, cerca de 40 imóveis seguem desocupados, aguardando novos compradores interessados em revitalizar a região.

Penne, classificada como um dos vilarejos mais bonitos da Itália, tem origem medieval e é conhecida como a “cidade dos tijolos” por seus edifícios de tijolos vermelhos. Localizada entre a costa do Adriático e a cadeia montanhosa do Gran Sasso, a cidade combina história e paisagens naturais.

As casas disponíveis no novo lote têm entre 70 e 120 metros quadrados, algumas datadas da Idade Média. Além do valor simbólico de compra, os novos proprietários devem reformar os imóveis em até três anos. A prefeitura oferece assistência técnica durante as obras para facilitar o processo de restauração.

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O modelo de venda de casas por 1 euro já foi adotado em outras cidades italianas. Em 2019, Sambuca lançou um programa semelhante, vendendo 16 casas a esse preço e atraindo compradores do Oriente Médio. Dois anos depois, outro lote foi oferecido por 2 euros, movimentando US$ 21,8 milhões na economia local.

Diferente de outras cidades italianas despovoadas, Sambuca tinha posse dos imóveis abandonados, o que facilitou as negociações. Em Penne, a expectativa é que o projeto ajude a revitalizar o centro histórico e traga novos moradores para impulsionar a economia local.

Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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