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Fundação Abrigo Bom Jesus pode ganhar projeto de aquaponia

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O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) realizou, nesta terça-feira (24), uma visita técnica à Fundação Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá, para dar início ao estudo de viabilidade da implantação do projeto de aquaponia na instituição. A proposta é transformar parte do espaço do abrigo em uma estrutura sustentável de produção de alimentos, unindo criação de peixes e cultivo de hortaliças no mesmo sistema.

A aquaponia é uma tecnologia que integra a piscicultura com a hidroponia. Os resíduos produzidos pelos peixes servem como nutrientes para as plantas, enquanto as hortaliças ajudam a filtrar e purificar a água, que retorna limpa aos tanques.

O modelo é considerado sustentável, econômico e de baixo impacto ambiental, permitindo a produção de alimentos frescos em espaços reduzidos. Para a Fundação, que atua desde 1940 no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social e de saúde, a iniciativa pode representar reforço na alimentação diária e até geração de renda complementar com a venda do excedente.

Durante a visita, Juca destacou o potencial social do projeto.

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“A aquaponia é uma alternativa moderna e sustentável que pode garantir alimento de qualidade para os idosos e ainda abrir a possibilidade de uma nova fonte de renda para ajudar na manutenção do abrigo”, afirmou o deputado.

Ele também ressaltou a importância de fortalecer instituições que dependem de doações para continuar funcionando.

“Nosso compromisso é buscar soluções concretas. Além de contribuir com as refeições servidas aqui, o projeto pode gerar recursos extras e envolver os próprios idosos em uma atividade produtiva, promovendo dignidade e qualidade de vida”, completou.

A Fundação Abrigo Bom Jesus funciona 24 horas por dia, oferecendo moradia, assistência nutricional e cuidados especializados, e sobrevive majoritariamente com o apoio da comunidade. O estudo técnico deverá apontar os próximos passos para viabilizar a implantação do sistema no local.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.

A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.

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De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.

Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.

A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.

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Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.

Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.

Fonte: ALMT – MT

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