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Deputados são homenageados nos 190 anos da Polícia Militar

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), foi homenageado na tarde desta terça-feira (2) com a Medalha de 190 anos da Polícia Militar, durante solenidade no Salão Nobre Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. A condecoração, que também contemplou outros deputados estaduais e um servidor da Casa, reconhece personalidades e instituições que contribuem para o fortalecimento da segurança pública no estado.

Para Max Russi, a homenagem ganha simbolismo por coincidir com os 190 anos da Assembleia Legislativa. “É um misto de realização e felicidade. A PM e o Parlamento chegam juntos a esse marco histórico. Essa medalha representa o reconhecimento ao trabalho que fazemos em apoio às forças de segurança e reforça a importância de valorizar quem contribui para essa trajetória”, afirmou.

O deputado Elizeu Nascimento (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública, disse que a medalha carrega parte de sua vida.

“Ela simboliza mais do que uma homenagem. Representa todos aqueles que acreditam que a Polícia Militar é feita de honra e sacrifício. Hoje, como deputado, continuo acompanhando a corporação e ser lembrado é uma recompensa”, declarou.

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O deputado Beto Dois a Um (PSB) destacou o caráter coletivo da honraria. “É uma honra que carrego com gratidão e respeito. Essa homenagem reconhece que segurança pública é pilar essencial para o desenvolvimento do estado. Tenho profundo apreço pela PMMT e orgulho de contribuir para fortalecer a instituição”, ressaltou.

O coronel Henrique Correia, secretário de Comunicação da ALMT, lembrou sua trajetória na corporação. “Esta medalha simboliza cada dia de trabalho, cada desafio superado e cada vitória compartilhada com meus irmãos de farda. Participar dessa comemoração me faz refletir sobre o privilégio de ter ajudado a construir essa história”, disse.

O jornalista Márcio Moreira, que recebeu a medalha das mãos da primeira-dama Virgínia Mendes, destacou a parceria entre imprensa e segurança pública.

“É o reconhecimento de um trabalho feito com dedicação: informar e aproximar a sociedade de uma instituição que tanto admiro. Essa medalha simboliza a confiança da PM na comunicação como aliada essencial para uma sociedade mais justa e informada”, afirmou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Tinoco, ressaltou o valor simbólico da condecoração e destacou a parceria institucional.

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“Todos conhecem o número 190, que nos identifica e nos aproxima da sociedade. Essa medalha representa a nossa história de superação, modernização e compromisso em servir e proteger os mato-grossenses. Reconhecer a Assembleia Legislativa e outras autoridades civis reforça a importância dessa união em prol da segurança pública”, afirmou.

Ao todo, mais de 200 personalidades civis e militares foram homenageadas pelos 190 anos da Polícia Militar de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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