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Deputado cobra mais investimentos para prevenir desastres climáticos; ouça a entrevista

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O alerta para um possível super El Niño em 2026 reacende o debate sobre a preparação das cidades brasileiras para enfrentar desastres climáticos extremos. Embora o fenômeno seja conhecido, sua intensidade, somada às mudanças climáticas, aumenta o risco de ondas de calor, queimadas, secas prolongadas e chuvas intensas.

Em 2024, um forte El Niño provocou seca extrema em mais de 80% dos municípios brasileiros. No Sul, enchentes afetaram mais de 6 milhões de pessoas.

Em entrevista à Rádio Câmara nesta quarta (8), o deputado Gilson Daniel (Pode-ES), relator da Comissão Especial sobre Catástrofes Climáticas, afirma que o principal problema é o investimento “quase zero” na prevenção de desastres.

 “Nós temos um orçamento aprovado na Câmara e que é encaminhado pelo Executivo, que praticamente não vem com recursos para a prevenção. E os municípios não têm recursos para esse tipo de investimento. Precisam dos governos estaduais e federal”, explica.

Gilson Daniel cita o Rio Grande do Sul, onde muitas pessoas que perderam suas casas nas enchentes voltaram a morar nos mesmos locais. Segundo ele, situação semelhante ocorre em Mimoso do Sul (ES), onde famílias continuam vivendo em áreas de risco.

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Investimentos “insignificantes”
Segundo Gilson Daniel, os investimentos para prevenção de desastres hoje, no Brasil, são “insignificantes”.

“Os recursos são colocados só no momento de crise. E aí os municípios são bastante prejudicados porque o custo do pós-desastre é muito superior ao da prevenção”, compara. “Levantamentos internacionais mostram que, a cada um dólar investido, você economizaria 15 dólares.

Segundo Gilson Daniel, há estados que praticamente não investiram em prevenção.

O deputado defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 44/23, que reserva 5% dos valores de emendas individuais de parlamentares e de emendas de bancada para a prevenção de desastres.

A PEC já foi aprovada pela Câmara e está em tramitação no Senado Federal. “Eu acredito que esta PEC talvez seja a maior contribuição que o Parlamento possa dar”, afirma.

“Mas, realmente, ainda falta muito para o país estar preparado para um super El Niño. Nós vamos ter possíveis secas severas, queimadas, chuvas intensas”, prevê. Para o deputado, “esta é uma pauta que precisa ser discutida o tempo todo”. Por isso, ele defende a criação de uma comissão permanente na Câmara para discutir desastres.

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Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Escala 5×2 amplia qualidade de vida dos trabalhadores, diz Veneziano

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O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (15), destacou a aprovação, pelo Senado, da proposta de emenda à Constituição que prevê a substituição da escala de trabalho 6×1 pela 5×2 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial (PEC 221/2019). Para o parlamentar, a escala 5×2 (cinco dias trabalhados e dois de descanso) representa um avanço nas relações de trabalho no país.

Veneziano afirmou que a redução da jornada amplia o tempo disponível para a convivência familiar, a prática de atividades culturais e esportivas e os cuidados com a saúde. Segundo o senador, a medida também pode contribuir para a saúde mental dos trabalhadores.

— Não é apenas a dignidade que você reserva ao trabalhador, à trabalhadora; não é apenas o reconhecimento, a oportunidade que milhões terão de um pouco mais de tempo para gozar das relações familiares com seus maridos, com suas esposas, com os seus filhos; a oportunidade de fazer uma escolha, nessas horas a mais, de uma atividade esportiva, de uma atividade cultural. É saúde mental — afirmou.

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O senador comparou a aprovação da PEC a outros marcos da legislação trabalhista brasileira, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os direitos assegurados pela Constituição de 1988. Para Veneziano, a mudança na jornada representa um avanço concreto na valorização dos trabalhadores.

— Tenho absoluta convicção e certeza de que nós escrevemos um capítulo bonito da história das relações de trabalho em nosso Brasil — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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