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Comissão Mista de Orçamento terá reuniões para discutir propostas orçamentárias de 2025

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O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Julio Arcoverde (PP-PI), convocou os líderes de partidos representados no colegiado para uma reunião na próxima terça-feira (26) para discutir a tramitação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (LDO – PLN 3/24) e do projeto do Orçamento de 2025 (LOAPLN 26/24). Além disso, a comissão ainda precisa votar 7 medidas provisórias e 6 projetos de lei de créditos ao Orçamento de 2024.

Os trabalhos da comissão devem ganhar agilidade agora que foi votado no Congresso projeto que traz novas regras para as emendas parlamentares ao Orçamento da União (PLP 175/24) a partir de questionamentos feitos pelo Supremo Tribunal Federal.

A assessoria da comissão informou que a Consultoria Legislativa está em fase de elaboração de uma Instrução Normativa que regulamentará a apresentação das emendas parlamentares para o exercício de 2025. Ela deverá ser analisada na terça-feira.

“Os trabalhos desta semana serão de grande valia para a comissão, já que estamos entrando em uma fase decisiva da análise do Orçamento do próximo ano. Vamos trabalhar para construir um ambiente de consenso na comissão, de forma a garantir que tenhamos um Orçamento à altura das expectativas e das necessidades do Brasil”, ressaltou Julio Arcoverde.

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Prevenção de desastres
Também na terça, pela manhã, será realizada audiência pública para debater o Orçamento destinado à mitigação de desastres, com foco na prevenção. Devem participar representantes dos ministérios das Cidades, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Integração e Desenvolvimento Regional, de Planejamento e Orçamento, dos Povos Indígenas, além de representante do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Conheça o ciclo orçamentário federal

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Urna eletrônica: veja como funciona e como o voto é protegido

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A urna eletrônica é utilizada nas eleições brasileiras desde 1996. Ao longo de 30 anos, o sistema eletrônico de votação passou por aperfeiçoamentos e ganhou mecanismos de fiscalização e auditoria antes, durante e depois da votação. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há registro comprovado de fraude nos processos de coleta dos votos, apuração e totalização desde a implantação da urna eletrônica.

A segurança do sistema não depende de um único mecanismo. A Justiça Eleitoral oferece mais de 40 processos de auditoria ao longo do ciclo eleitoral, com participação de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional e outras instituições que fiscalizam o processo eleitoral. Entre os procedimentos estão a abertura dos códigos-fonte, o teste público de segurança, a assinatura digital dos sistemas, a lacração dos programas, a verificação de autenticidade e integridade das urnas e a conferência dos resultados após a votação.

Como os sistemas são preparados e fiscalizados

Antes das eleições, os sistemas utilizados na votação passam por etapas de inspeção, testes e fiscalização. Na cerimônia de assinatura digital e lacração, os programas são apresentados às instituições que participam da fiscalização. Depois de compilados, recebem códigos de verificação, os chamados hashes, e assinaturas digitais. Os sistemas são então gravados em mídias e lacrados para serem utilizados nas urnas.

A assinatura digital permite verificar matematicamente a autenticidade e a integridade de um arquivo. Com isso, a Justiça Eleitoral consegue verificar se os sistemas utilizados nas urnas correspondem àqueles que passaram pelos procedimentos oficiais.

O código-fonte dos sistemas eleitorais também fica disponível para inspeção das instituições fiscalizadoras durante o período definido pela Justiça Eleitoral. Além disso, especialistas podem participar do teste público de segurança, realizado para identificar eventuais vulnerabilidades e corrigi-las antes das eleições.

Cada urna também possui mecanismos próprios de segurança para a identificação dos equipamentos e dos resultados produzidos. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, cada urna conta com chaves criptográficas próprias, utilizadas para assinar digitalmente os resultados registrados pelo equipamento.

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A urna não é conectada à internet

Durante a votação, a urna funciona de forma isolada e não é conectada à internet, ao Wi-Fi ou ao Bluetooth. O equipamento não possui componentes de hardware ou software destinados a esse tipo de conexão. O TSE informa que a urna funciona off-line e executa apenas programas previamente inspecionados.

Ao final da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU) e grava os dados do resultado em uma mídia. A partir daí, as informações seguem para os sistemas de totalização por uma rede utilizada exclusivamente pela Justiça Eleitoral.

— A urna é isolada, não tem internet, não tem Wi-Fi, não tem Bluetooth. Depois que termina a votação, a gente retira a mídia de resultado e faz a transmissão dos resultados — explicou Valente, em entrevista à TV Senado.

Falta de energia

A urna possui bateria própria e pode continuar funcionando em caso de interrupção do fornecimento de energia elétrica. Em locais de difícil acesso, a Justiça Eleitoral também prevê alternativas para garantir o funcionamento dos equipamentos.

Identificação do eleitor

A eleitora ou o eleitor apresenta documento ao mesário, que faz a habilitação para a votação. Quando disponível, a biometria pode ser utilizada para confirmar a identidade. Se a identificação biométrica não for reconhecida, existem procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral para permitir a votação após as verificações necessárias.

Boletim

Ao final da votação, é impresso o Boletim de Urna (BU), que registra os resultados daquela seção eleitoral. Os dados da seção são transmitidos para os sistemas de totalização, e os boletins são disponibilizados pela Justiça Eleitoral para consulta.

A urna também mantém o Registro Digital do Voto (RDV), no qual os votos são registrados individualmente. O registro, segundo Valente, permite refazer o processo de contagem dos votos e pode ser utilizado em procedimentos de auditoria e recontagem, quando necessário.

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A fiscalização também permite verificar a autenticidade e a integridade dos sistemas, conferir os arquivos produzidos pela urna e comparar os resultados registrados no boletim com os dados utilizados na totalização.

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Testes de integridade

O Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas simula uma votação em ambiente controlado. Votos previamente preenchidos em cédulas de papel são digitados na urna, e o resultado produzido pelo equipamento é comparado com os votos registrados manualmente. O objetivo é verificar se a urna registra e contabiliza os votos corretamente.

O Teste de Integridade também tem uma modalidade com biometria. Nela, eleitoras e eleitores voluntários participam da habilitação da urna de teste por meio da biometria. O procedimento é realizado em locais próximos às seções eleitorais e passou a integrar as auditorias da votação a partir das eleições de 2024.

Urna eletrônica no Senado

Em agosto, o Senado recebeu a exposição O Caminho do Voto – a jornada da democracia, que apresenta etapas do processo eleitoral, desde o desenvolvimento e os testes da urna eletrônica até a votação e a apuração dos resultados. A mostra foi inaugurada pelos presidentes do TSE, Kássio Nunes Marques, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Durante a cerimônia, Nunes Marques destacou a atuação coordenada dos órgãos envolvidos no processo eleitoral para garantir transparência e fiscalização.

— Que cada visitante, ao percorrer esta exposição, possa compreender que o verdadeiro caminho do voto tem origem no trabalho coordenado das instituições da República, no compromisso permanente com a transparência e na responsabilidade compartilhada de preservar a confiança da sociedade no processo eleitoral brasileiro — ressaltou.

Davi afirmou que a exposição também contribui para divulgar o funcionamento do sistema eletrônico de votação.

— Temos um dos processos eleitorais mais confiáveis do mundo, se não for o mais confiável. Precisamos disseminar entre as brasileiras e os brasileiros esta convicção, esta certeza — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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