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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova afastamento obrigatório de agressor do lar em caso de risco à mulher

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que altera a Lei Maria da Penha para fortalecer a proteção de vítimas sob medida protetiva de urgência.

O texto estabelece que o agressor deverá ser afastado do lar pela polícia quando houver risco à vida ou à integridade da mulher. Em seguida, o juiz deve ser comunicado para ratificar a medida.

Obrigação da polícia
A redação atual da Lei Maria da Penha já prevê o afastamento imediato do agressor do lar, nos casos de risco para a mulher e seus dependentes. O projeto prevê que esse afastamento seja feito compulsoriamente pela polícia.

A ideia é garantir que a polícia não tenha margem de escolha para deixar de agir em situações de perigo comprovado.

Punição de servidores
O projeto também prevê que delegados, policiais e outros agentes públicos sejam responsabilizados administrativa e penalmente caso descumpram as obrigações previstas na Lei Maria da Penha.

Nessas situações, a vítima ou seus familiares poderão ter direito a indenização.

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Medidas insuficientes
As medidas estão previstas no Projeto de Lei 507/25, da deputada Camila Jara (PT-MS). A relatora, deputada Jack Rocha (PT-ES), apresentou parecer favorável à proposta.

Jack Rocha argumentou que as mudanças legislativas recentes ainda não foram capazes de frear os casos de feminicídio. “O primeiro passo para evitar mortes violentas que se repetem todos os dias no nosso país é afastar de casa, de modo urgente e preventivo, o homem violento”, defendeu.

“O segundo passo é garantir a efetividade das medidas protetivas, de modo que o agente público não tenha poder discricionário para não agir.”

A proposta fundamenta-se em dados que apontam que, em quase 90% dos casos de feminicídio no Brasil, o assassino é ou foi companheiro da vítima.

Próximos passos
O projeto agora será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A proposta tramita em caráter conclusivo, o que dispensa a votação em Plenário caso seja aprovada nas comissões sem recursos.

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Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Apuração das eleições começa às 17h; veja balanço parcial do TSE

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Às 17h do domingo (4), no horário de Brasília, termina oficialmente a votação em território brasileiro, e a Justiça Eleitoral começa a apurar quais os 54 senadores eleitos dentre 319 candidatos, e quais os 513 deputados, dentre 7.803 opções. Também serão revelados os 11.728 deputados estaduais e distritais escolhidos.

O resultado também informará os candidatos a governador e à Presidência da República eleitos ou que irão ao segundo turno. No exterior, a votação para presidente da República já havia terminado em pelo menos 36 países às 16h20 de Brasília.

A partir das 8h, mais de 158,7 milhões de eleitores aptos iniciaram a votação nas 499 mil urnas em todo o Brasil.

De acordo com o boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado às 10h, 421 urnas foram substituídas. Nenhuma seção, em nenhum município, havia feito uso da votação manual. 

De acordo com o TSE, a votação ocorreu em 104 países. Neles, os eleitores podem votar apenas para presidente.

Resultados

O cidadão pode acompanhar a contagem dos votos para senador, presidente e governador em tempo real, pelo site do Senado. A apuração desses e dos demais cargos também pode ser acompanhada pelo aplicativo Resultados, da Justiça Eleitoral.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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