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Turnê “História de Pescador” leva show e oficina gratuitas de Thyago Mourão a Tangará da Serra

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MATO GROSSO

O artista Thyago Mourão leva o projeto “História de Pescador – Turnê Mato Grosso” ao município de Tangará da Serra, com apresentação gratuita no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano Filho, nesta sexta-feira (24.04), às 19h30. O projeto, que inclui também oficina de conteúdo digital, conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar.

Para garantir o ingresso gratuito para o show de humor, o público deve acessar o site sympla (link aqui). Além disso, é sugerida a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada, que será doado a uma entidade do município.

O show marca a celebração dos 20 anos do personagem Xô Dito, figura emblemática do humor regional, conhecido por seus causos e reflexões bem-humoradas inspiradas na cultura pantaneira. A abertura fica por conta de Wylon, sobrinho de Xô Dito, personagem que se destaca pela autoestima inabalável e se autoproclama “galã nacional”.

No palco, Mourão mistura humor e música autoral, incluindo canções como “Morena do Baguncinha”, ao tempo em que toca a viola de cocho. Levando seus causos cheios de humor, o artista exalta o linguajar pantaneiro, inserindo música autoral com a participação do diretor musical Paulo Monarco.

“O espetáculo celebra três fases de Xô Dito, que considero bem marcantes. A 1° remete ao início, onde ele é mais conectado com a natureza. A segunda traz a atmosfera dos quintais Cuiabanos, onde ele embala a festa com suas canções, e a terceira fase mostra o personagem em uma versão mais midíatica, como um apresentador de auditório, com interações e brincadeiras com o público”, destaca Thyago Mourão.

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Além do “palco”, o projeto terá uma segunda ação gratuita com a Oficina de produção de conteúdo digital – Humor nas Redes, ministrada pelo próprio Thyago Mourão, que também atua como comunicador e soma milhares de seguidores nas redes sociais. Com inscrições limitadas, a atividade será realizada em dois períodos, no sábado (25.04), das 8h ao meio-dia e das 14h às 18h, também no Centro Cultural de Tangará da Serra.

O projeto “História de Pescador – Turnê Mato Grosso” contempla shows e oficinas de produção de conteúdo digital gratuitas numa turnê por sete municípios: Rondonópolis, Cuiabá, Tangará da Serra (24.04), Poconé (08.05), Cáceres (15.05), Jaciara (22.05) e Alta Floresta (29.05), até o final do mês de maio.

A oficina

A proposta é oferecer formação prática para jovens e empreendedores da cultura, incentivando a criação de conteúdo e a geração de renda por meio da comunicação digital.

Será desenvolvido um storytelling de conteúdo, o que significa a arte e técnica de contar histórias para transmitir mensagens de forma envolvente, utilizando elementos narrativos (personagens, ambiente, conflito) para gerar emoção e conexão.

Os participantes irão produzir e gravar vídeos, desenvolvendo de forma prática as suas ideias, com o suporte técnico do condutor. Com o roteiro pronto e a produção planejada, os participantes irão trabalhar na filmagem das cenas e edição dos vídeos. Ao final, toda a turma mostrará os trabalhos produzidos e receberão avaliação do resultado.

O artista Thyago Mourão

Com forte influência da cultura da Baixada Cuiabana, Thyago se consolidou como um dos nomes que transformam o cotidiano pantaneiro em narrativa artística, com Xô Dito e outros personagens, valorizando o linguajar, os costumes e as histórias transmitidas oralmente entre gerações.

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Thyago Mourão é ator, apresentador, compositor, comunicador, roteirista e humorista. Criador dos personagens icônicos Xô Dito e Wylon. Também é produtor executivo. No universo da música, conduziu a carreira da artista Ana Rafaela, de 2014 a 2020. Dono do Hit “Morena do Baguncinha”, música consagrada na cultura popular cuiabana e o hit de Carnaval “Hortelã com Menta”.

Nos palcos, dirigiu e escreveu diversos espetáculos, com destaque para “Segredos de Liquidificador”, o musical “As Bruxas de OZ”, “História de Pescador” e “Dias de Luta. Dias de Grória”.

No Cinema, acumula 5 prêmios internacionais pelo coletivo “Não Convém”, e conquistou reconhecimento na Índia e Estados Unidos pelas Web séries “Quem é Vanessa?”, e “Sombras”, pelo canal do Youtube, gravado em parceria com Eduardo Butakka, artista que fará participações na turnê do projeto, com a personagem professora Geisa, em Cáceres e Cuiabá. Além de atuar em curtas e longas metragens mato-grossenses. O mais recente: “5 Tipos de Medo”, do diretor Bruno Bini, grande vencedor do Festival de Gramado de 2025.

Serviço

Projeto “História de Pescador – Turnê Mato Grosso”
Município: Tangará da Serra/MT
Quando: 24 de abril (show); 25 de abril (oficina)
Ingresso para o show: https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-historia-de-pescador/3358906?share_id=copiarlink.
Inscrição para Oficina de produção de conteúdo digital: https://forms.gle/yLbJoMgh7ZGUn81F9.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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