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Tribunal realiza encontro com voluntários interessados na instalação da primeira Apac em Mato Grosso

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MATO GROSSO

O Poder Judiciário de Mato Grosso, através do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) realizou na quinta-feira (29 de junho), na Escola Superior da Magistratura (Esmagis), uma reunião com cerca de 40 pessoas interessadas na prestação do trabalho voluntário na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). O encontro integrado com o Ministério Público, foi pautado nas explicações sobre as tratativas da instalação da primeira unidade da Apac no Estado, além da metodologia aplicada pela associação que trabalha de forma humanizada com as pessoas privadas de liberdade.
 
 
“O encontro foi exitoso, pois recebemos pessoas interessadas em participar dos trabalhos na Apac, em Cuiabá, que será a primeira de Mato Grosso. Sem o trabalho voluntário não é possível a instalação da unidade, precisamos do envolvimento de todos para tornar realidade, pois os serviços de administração são realizados pelos voluntários. Graças a Deus, estamos tendo uma combinação de instalações e empenho de todos os Poderes da Justiça e demais membros que têm interesse de ver a violência ser banida, nossa expectativa e força de trabalho é tornar realidade os trabalhos da Apac até o final deste ano”, declarou juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, líder na ação da Apac no GMF.
 
A Apac é uma entidade civil de direito privado, com personalidade jurídica própria, dedicada à recuperação e à reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade. Atualmente, são 68 unidades em funcionamento com um total de 6.696 recuperandos, com excelentes resultados sociais. A entidade é composta de 12 elementos: Participação da Comunidade, Recuperando ajudando Recuperando, Trabalho, Espiritualidade, Assistência jurídica, Assistência à saúde; Valorização Humana; Família, O Voluntário e o curso para sua formação, Centro de Reintegração Social, Mérito e Jornada de Libertação com Cristo.
 
Para fortalecer o debate sobre o trabalho da Apac, o encontro contou com a participação do promotor de Justiça, Henrique Nogueira Macedo, do Ministério Público de Minas Gerais, que apresentou aos voluntários os resultados obtidos pela associação, além de destacar o papel da participação da sociedade no processo de criação da associação.
 
“Nossa missão é mostrar os resultados e trazer a sociedade para dentro do cumprimento de pena, mostrar que o preso é um problema social. Além disso, nosso objetivo é apresentar que existe a possibilidade de executar penas de forma diferente, com resultado, pela metodologia da Apac que possui regime fechado, semiaberto e aberto, tudo de forma humanizada, passando por uma transformação de vida para reinserção social da pessoa privada de liberdade na sociedade, este é o grande resultado que temos”, disse o promotor.
 
Nas Apacs o recuperando participa ativamente na administração do presídio, fica com as chaves das celas, não ficam isolados e sim mais próximos às famílias, são responsáveis por diversas tarefas, inclusive pela segurança do local onde estão cumprindo pena, além de estudar e trabalhar.
 
Enquanto nas Prisões Público-Privadas o custo médio nacional é de R$4.000 e no sistema comum é de R$2.700, nas APACs o custo médio por recuperando é de R$1.478,05. Além disso a Apac garante a redução de reincidência e o custo por recuperando.
 
A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Josane Fátima de Carvalho Guariente, que também participou da reunião com os voluntários, destacou o MP reconhece os resultados gerados pela Apac que auxiliar os poderes Judiciário e Executivo, respectivamente, na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade.
 
“O Ministério Público acredita e reconhece o trabalho realizado pela Apac que está incluído no nosso plano estratégico. É um método de sucesso, pois apresenta um índice de reincidência muito pequeno, na faixa dos 13%, enquanto no sistema comum a reincidência gira em torno de 85%. O trabalho é excelente, as pessoas conseguem construir família, entrar no mercado de trabalho e sair do mundo do crime, por isso queremos implantar também em Mato Grosso”, disse a promotora do MPMT.
 
Estão empenhados para implantação da Apac em Mato Grosso, representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, membros do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Poder Judiciário, Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional MT).
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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