MATO GROSSO
Três empresas são classificadas para concorrência da obra do Hospital Regional de Alta Floresta
MATO GROSSO
Três empresas interessadas na construção do Hospital Regional de Alta Floresta se classificaram em mais uma etapa da licitação da obra. As empresas concorrerão entre si e aquela que apresentar o menor preço ganha a licitação. A construção da unidade de saúde está estimada em R$ 119 milhões e contará com aproximadamente 17 mil metros quadrados.
Conforme o Aviso de Resultado publicado no Diário Oficial que circula nesta terça-feira (03.05), foram classificadas as empresas Lotufo Engenharia e Construções LTDA, a Construtora Itamaracá LTDA e a Endeal Engenharia e Construções LTDA. As empresas tem um prazo de cinco dias úteis, a partir de quarta-feira (04.05) até o dia 10.05, para interpor recurso.
Os motivos das desclassificações das demais empresas estão elencados na Ata de continuação – julgamento da proposta de preço, que está disponível aos interessados na Coordenadoria de Aquisições da Superintendência de Aquisições e Contratos da SES, no horário de expediente. O documento também ficará disponível no Portal de Aquisições.
A estrutura
O Hospital Regional de Alta Floresta contará com 111 leitos de enfermaria e 40 UTIs, entre adultas, pediátricas, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal, para atendimento na média e alta complexidade.
A unidade de Saúde também vai ter 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, 6 salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
Novos hospitais
O Governo do Estado já iniciou a obra do Hospital Regional de Juína, avaliada em de R$ R$ 106,7 milhões. Também deve iniciar em 2022 a construção do Hospital Regional do Araguaia, localizado em Confresa, a SES está analisando o recurso referente a proposta de preço das empresas classificadas. O valor estimado da obra é de R$ R$ 116,7 milhões.
Ainda está em licitação no Estado a construção do Hospital Regional de Tangará da Serra, estimada em R$ 117,2 milhões. A SES está analisando a proposta de preço das empresas interessadas no certame.
TJ MT
Quando um filho chama
Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.
No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.
Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.
Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.
Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.
Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.
Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.
Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.
Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.
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