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Tangará da Serra recebe audiência pública da Ager

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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) realizou, na manhã desta quarta-feira (18.6), no auditório da Câmara Municipal de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá), mais uma etapa da audiência pública do ciclo de Ouvidoria e Participação Social de 2025. O evento contou com a participação da sociedade, autoridades locais e representantes da Agência e foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da Ager-MT no YouTube. Confira a gravação aqui.

Durante a audiência, a população pôde apresentar dúvidas, sugestões e manifestações sobre os serviços públicos regulados pela Agência. A participação ativa dos vereadores do município foi um dos destaques da reunião. Os parlamentares expressaram preocupações da comunidade local quanto à qualidade do fornecimento de energia elétrica, aos valores das tarifas de pedágio nas rodovias da região e, especialmente, às condições dos trechos das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, que impactam diretamente a mobilidade da população.

O presidente da Câmara Municipal, Edmilson Porfírio, e o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, elogiaram a iniciativa da Ager em promover a escuta ativa da população e destacaram a importância do encontro entre poder público, concessionárias e usuários dos serviços. Ambos reforçaram a fala dos vereadores, apontando que, especificamente, os serviços de energia elétrica e de infraestrutura rodoviária merecem atenção redobrada da Agência reguladora, dada sua relevância para o desenvolvimento regional e bem-estar da população.

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O diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Ager, Jossy Soares, ressaltou o valor do encontro direto com a comunidade e com os prestadores de serviço.

“A participação da população e dos representantes locais fortalece o processo regulatório e nos ajuda a buscar soluções mais justas e eficazes para cada realidade regional. Além disso, o evento promove o encontro direto entre a população e os representantes das concessionárias, permitindo que as demandas sejam ouvidas e tratadas de forma mais transparente e imediata”.

A iniciativa integra um conjunto de oito audiências públicas promovidas em diferentes regiões do Estado, com o objetivo de ampliar o diálogo com a população e fortalecer o controle social sobre os serviços delegados à iniciativa privada, como transporte intermunicipal de passageiros, rodovias pedagiadas, energia elétrica e saneamento. O ciclo já passou por Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Pontes e Lacerda, e continuará em Guarantã do Norte (20.08), Água Boa (02.09), Confresa (04.09) e Cuiabá (1º.10).

Fale com a Ouvidoria da Ager-MT:
Telefone: 0800¿647¿6464 (ligação gratuita)
WhatsApp: (65)¿9¿9675-8719
E-mail: [email protected]
Site: ager.mt.gov.br/ouvidoria

Manifestações relacionadas ao serviço de energia elétrica devem ser registradas diretamente na Ouvidoria da ANEEL, por meio do telefone 0800.727.0167.

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Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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