MATO GROSSO
Setasc promove a regularização de 30 associações de bairros em Rondonópolis
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) promoveu, entre os dias 27 de janeiro e 7 de fevereiro, uma ação do Programa SER Família Comunitário, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, para auxiliar na regularização de cerca de 30 associações de bairros do município de Rondonópolis (219 km de Cuiabá), para que possam acessar recursos e ampliar ações sociais em prol da população. A iniciativa foi realizada em parceria com a União das Associações de Moradores dos Bairros da Região Salmen (Unisal).
Além da regularização das associações, uma palestra foi ministrada nesta sexta-feira (7), pelo secretário adjunto de Assuntos Comunitários da Setasc, Edio Martins, abordando a importância das responsabilidades e atribuições do líder comunitário, bem como seu papel fundamental no desenvolvimento das comunidades.
Foto: Edio Marques | Setasc-MT
O secretário adjunto ressaltou a importância da ação para o fortalecimento das comunidades locais, visto que a regularização das associações é essencial para que elas possam reivindicar melhorias para seus bairros.
“Com a documentação em dia, essas entidades ganham legitimidade e acesso a recursos que podem ser investidos em infraestrutura, segurança, educação e outras necessidades da comunidade. Esse trabalho realizado pela Setasc, em parceria com a Unisal, é fundamental para garantir que as lideranças comunitárias possam atuar de forma mais efetiva”, afirmou.
Carlos da Silva, conhecido como Itiquira e atual presidente da Unisal, destacou a relevância da iniciativa e agradeceu o apoio do Governo de Mato Grosso pelo trabalho executado pela Setasc.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Como presidente da Unisal destaco a importância deste projeto idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes . Agradeço à primeira-dama, ao governador Mauro Mendes e à secretária Grasi Bugalho. Agradeço também ao secretário Édio Martins, por viabilizá-lo. Com a documentação regularizada, nossas associações podem captar recursos, investir nas comunidades e melhorar a qualidade de vida de todos. Meu agradecimento pelo apoio!”, disse.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
A presidente do bairro Parque Universitário, Mazé Benício, também celebrou o impacto positivo da regularização documental.
“Se uma associação não tem sua documentação regularizada, não conseguimos desenvolver nossos projetos sociais nos bairros. Para buscar emendas impositivas, parcerias com empresas e comércios, é essencial essa legalização. Por isso, nosso agradecimento à equipe que nos recebeu tão bem e realizou um trabalho excepcional”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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