MATO GROSSO
“Sem a Entrada Facilitada, dificilmente eu estaria pegando a chave da minha casa”, afirma beneficiada
MATO GROSSO
“Sem o subsídio do Governo de Mato Grosso, dificilmente eu estaria pegando a chave da minha casa. Estou há 12 anos casada e tentei várias vezes comprar um imóvel sem sucesso”, afirma Sabrina Santana dos Santos, uma das futuras moradoras do Condomínio Villaggio Magnólias, entregue nesta quarta-feira (11.3), no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
Sabrina, que sempre morou em casa alugada e nunca teve um endereço fixo, diz que, agora, ela, o marido Thiago Brito de Oliveira e os filhos Nicollas e Alice vão seguir suas vidas na casa 58, onde planejam mobiliar, construir o muro e deixar tudo como sempre sonharam.
“É muito ruim ficar mudando. Eu nem me apegava às coisas da casa, porque cada vez que pediam o imóvel, eu perdia ou danificava nossas coisas na mudança”, relata.
Além do casal, outras 212 famílias receberam suas casas nesta quarta-feira (11). As unidades fazem parte dos condomínios Villaggio Magnólias e Villaggio Violettas, localizados na mesma rua, no bairro Pedra 90. Na ocasião, foi lançada ainda a construção de mais 1.340 unidades.
Eduardo Andrade e Luana Rodrigues também receberam as chaves de sua primeira moradia própria. Eles moram em uma casa cedida por parentes e agora preparam-se para viver no que é seu.
“Nós sempre sonhamos com uma casa. Mas eu sempre achei difícil porque a entrada é alta. Quando procuramos saber sobre o programa e recebemos o subsídio, vimos que podíamos conquistar o que é nosso. E ficamos com uma parcela de R$ 600”, declara.
O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes esteve no evento e, antes de fazer o discurso, vistoriou o empreendimento. Para ele, as unidades estão com um excelente padrão de acabamento, o que trará segurança e conforto para os moradores.
Mendes argumentou ainda que o residencial é apenas um dos que estão em construção pelo programa SER Família Habitação, que, em todas as suas modalidades, já soma um total de 40 mil unidades viabilizadas.
“O dinheiro do Estado já foi entregue para a Caixa Econômica Federal (CEF). Hoje temos R$ 140 milhões em uma conta da Caixa para que aqueles que tenham o cadastro aprovado tenham direito ao subsídio. E, aqui, eu desejo aos contemplados que este lar seja o primeiro passo para novas conquistas e que vocês possam agora ter a alegria de acordar e dormir no que é de vocês”, afirma Mendes.
As casas entregues nos condomínios do Pedra 90 fazem parte do programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, com até R$ 35 mil para ser aplicado na entrada do imóvel. O modelo é operacionalizado pela MT Participações e Projetos (MT Par) e atende famílias com renda de até R$ 12 mil.
O presidente da MT Par, Wener Santos, explica que a modalidade visa atender famílias que não estão em situação de vulnerabilidade, mas que também não conseguem acessar o mercado para adquirir um imóvel.
“Percebemos que as pessoas não conseguiam fazer o financiamento porque a entrada tinha que ser à vista, um valor que corresponde a 20% do imóvel. Então, as pessoas até tinham condições de pagar as parcelas, mas não conseguiam dar a entrada”, afirma.
Com a ajuda do governo, segundo Wener Santos, essa dificuldade é superada e a oportunidade surge em um residencial com toda a infraestrutura. “São empreendimentos localizados nos núcleos urbanos e com toda a infraestrutura de asfalto, iluminação, segurança e saneamento. São moradias com qualidade e dignidade”, avalia.
A modalidade Entrada Facilitada é realizada por meio de uma parceria do Governo de Mato Grosso com o Governo Federal, com participação da Caixa Econômica Federal como agente financiador.
O beneficiado pode acessar, de forma acumulativa, os recursos vindos do programa federal de habitação e também as vantagens de uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras estabelecidas pela Caixa.
Como funciona
Os interessados em adquirir uma casa pelo programa SER Família Habitação devem entrar no site da MT Par (www.mtpar.mt.gov), fazer a inscrição no Sistema de Habitação de Mato Grosso (Sihab MT) e, em seguida, realizar a manifestação de interesse no imóvel e seguir as orientações da construtora.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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