MATO GROSSO
Projeto MT Produtivo vai investir US$ 100 milhões para transformar a agricultura familiar em 61 municípios de MT
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso lançou, nesta quinta-feira (6.11), o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, iniciativa que prevê investimentos de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado, para impulsionar a cadeia de produção da agricultura familiar mato-grossense.
O programa será gerenciado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), entre 2025 e 2030, por meio de uma coordenadoria específica criada para atender o projeto. O objetivo é fortalecer a produção, aumentar a renda e promover a inclusão socioeconômica de cerca de 15 mil famílias de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em 61 municípios mato-grossenses.
Para o governador Mauro Mendes, o projeto representa um novo marco na história da agricultura familiar do Estado.
“Esse é o resultado de um trabalho iniciado lá em 2019, quando colocamos as contas do Estado em ordem e conquistamos o equilíbrio fiscal. Hoje, Mato Grosso é um Estado sólido, confiável e capaz de investir com responsabilidade. Esse projeto simboliza o nosso compromisso com quem produz, acredita e trabalha neste Estado. É mais uma demonstração de que governar com responsabilidade dá resultados e transforma a vida das pessoas”, afirmou o governador.
Mauro Mendes também citou o exemplo do município de Colniza, considerado o maior produtor de café do Estado, com 50% da produção concentrada na região. “O avanço da produção de café em Colniza, que vem crescendo graças ao esforço conjunto do governo, das prefeituras e, principalmente, dos produtores locais, é um exemplo a ser seguido”, destacou Mauro Mendes.
O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a atenção do Governo do Estado à agricultura familiar na atual gestão.
“Hoje, penso muito sobre como fomentar a agricultura familiar. Foram realizadas iniciativas importantes, como a busca por financiamento do Banco Mundial. Além disso, houve esforços em todos os municípios de Mato Grosso para melhorar a infraestrutura, incluindo estradas e o acesso ao escoamento da produção”, reforçou Pivetta.
O MT Produtivo também prevê apoio às associações e cooperativas de agricultores familiares, além de contar com parcerias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Corregedoria Geral de Justiça.
“Mais do que números, este programa reflete a capacidade de transformar políticas públicas em resultados concretos, que chegam até a ponta. Essa é uma iniciativa técnica, sólida e humana, planejada com foco em resultados claros e no desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.
Segundo o gerente de Agricultura e Alimentos do Banco Mundial, Diego Arias, o MT Produtivo nasce com propósitos minuciosamente definidos. “Esse projeto vai levar conhecimento. Nós, do Banco Mundial, trazemos tanto conhecimento global quanto local em tecnologia e acesso a mercados, voltado especialmente para a agricultura familiar. O projeto integra as políticas do Estado em temas como regularização ambiental, acesso à terra e crédito, e busca estimular cadeias de valor sustentáveis”, pontuou.
O prefeito de Nova Bandeirantes, Rogério Souza, falou sobre a expectativa em relação à implantação do projeto. “Nossos produtores, especialmente os da agricultura familiar, têm muito a ganhar. Temos 66 agricultores familiares contemplados por esse programa, então esse recurso vai realmente fazer diferença, oferecendo todo o suporte necessário em favor dos nossos pequenos agricultores. Já fizemos todo um planejamento para isso. Estamos prontos para investir esse recurso de forma estratégica, garantindo que ele realmente traga resultados concretos e melhore a qualidade de vida dos pequenos agricultores do nosso município”, salientou.
A assistente de projetos da Associação Amigos da Terra de Sorriso, Andreia Souza, contou que ficou surpresa com o novo projeto de fomento à agricultura de pequena escala. A entidade trabalha há 23 anos com agricultura familiar.
“Receber a informação de que, em breve, será lançado o primeiro edital para contemplar associações foi uma grande surpresa para nós. Vejo isso como uma oportunidade muito importante, especialmente para quem trabalha com a agricultura familiar. Na nossa associação, atualmente contamos com 50 produtores. Esse projeto é mais uma prova de que o governo tem trabalhado por nós”, observou Andreia.
A iniciativa investe na adoção de práticas agrícolas inteligentes em relação ao clima, na regularização fundiária e ambiental e no fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, estimulando a geração de oportunidades, o empoderamento de mulheres e jovens e a valorização das comunidades tradicionais.
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 720 milhões em equipamentos, máquinas, insumos, irrigação, melhoramento genético, entre outras ações, para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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