MATO GROSSO
Professora da Seduc dá dicas para estudantes tirarem boas notas no Enem
MATO GROSSO
“A partir de agora as coisas se afunilam e é preciso reforçar a rotina de estudos para acertar a maioria das questões”, ressalta a professora Gláucia Ribeiro, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Formada em Letras, e com mestrado em Ensino na área de Linguagens, Gláucia foi corretora de redação do Enem por 5 anos. Com vasta experiência, ela observa que, devido ao sistema de Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que determina a pontuação na prova não é a quantidade de acertos, mas sim quais questões o aluno acertou.
Gláucia aponta que, para garantir 700 pontos ou mais na nota do Enem, o estudante deve focar em garantir a coerência nos seus acertos. “É preciso ler e compreender corretamente o que está sendo pedido. Compreender essa relação significa acertar não apenas as questões fáceis e médias, mas também as difíceis”, diz.
Durante os plantões tira dúvidas, online e nos aulões presenciais, promovidos pelas 14 Diretorias Regionais de Educação (DREs), os professores do Pré-Enem Digit@l MT ensinam os participantes a provar que estão preparados, mostrando a coerência pedagógica, ou seja, sabendo como as provas do Enem são montadas e entendendo quais perguntas devem ser respondidas primeiro. “Por esse sistema não há chance para quem opta pelo chute”, explica Gláucia.
Para que o candidato faça a prova com total segurança, a professora dá dicas: “Recomendo que o estudante resolva questões de edições passadas. Escolha uma disciplina por vez e vá resolvendo a prova seguindo a sequência apresentada. Caso tenha muita dificuldade, vá para uma questão de menor complexidade e só depois volte para as mais difíceis”.
Outra recomendação da professora, é que o estudante participe dos simulados realizados pelo Pré-Enem Digit@l MT. Segundo ela, “além de ser uma técnica de estudo, as simulações ensinam como se portar diante de exames e concursos desta natureza. Outra possibilidade é conferir o gabarito e verificar seu rendimento”.
Quanto à redação, a professora diz que é preciso construir repertório para elaborar um bom texto, considerando que a redação representa 20% da nota. “Leia, assista e ouça notícias e atualidades. Conhecer as principais ideias dos maiores pensadores da história também contribui muito”, pontua.
Por fim, cuidar da saúde mental e física até a realização das provas também é fundamental. “É importante administrar a ansiedade e se manter estável emocionalmente. Alimentação balanceada, atividade física regular e sono de qualidade ajudam muito”, argumenta.
As provas
O Enem é composto por 45 questões divididas em quatro áreas já conhecidas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Matemática e suas Tecnologias. Em cada uma delas são feitas 25% de questões de grau fácil, 50% de questões de grau médio e 25% de questões de grau difícil.
O resultado do Enem é base dos processos seletivos para o segundo semestre de 2023 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Na rede Estadual de Ensino existem mais de 32 mil estudantes matriculados no 3º ano do Ensino Médio e outros 9 mil do 2º ano da EJA, além dos que concluíram os cursos em anos anteriores e que também podem participar das provas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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