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Procon Estadual realiza palestra sobre direitos do consumidor na aldeia Tadarimana

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MATO GROSSO

Servidores do Procon Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), deram orientações sobre o consumo na aldeia Tadarimana, localizada no município de Rondonópolis (216 km de Cuiabá). Mais de 100 indígenas, entre alunos, coordenadores e professores da Escola Municipal Leosídio Fermau foram atendidos. A ação contou com a parceria da instituição Legião da Boa Vontade (LBV).

A secretária adjunta interina de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, Valquíria Souza, destaca que as atividades integram a programação alusiva ao Mês do Consumidor, comemorado em março. “O Procon vai continuar promovendo atividades de Educação para o Consumo nas aldeias de Mato Grosso, pois é uma preocupação da primeira-dama, Virginia Mendes, de preparar melhor os indígenas para que não sejam prejudicados nas relações de consumo. É cada vez mais comum o acesso da população indígena aos serviços de cartão e aplicativo de banco, a operações como empréstimo e compra com cartão de débito, e o Procon tem como orientá-la de forma correta para que tenham seus direitos respeitados nas relações de consumo”, salienta Valquíria.


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Durante o evento, foram desenvolvidas palestras educacionais sobre cidadania e noções básicas dos direitos e obrigações dos consumidores, com ênfase nos perigos que as crianças indígenas e seus pais sofrem quando saem das aldeias para efetuar compras de gêneros de primeira necessidade na cidade, explica o coordenador de Gestão de Processos e Documentos do Procon-MT e palestrante, Maurel Amorim. Outro tema abordado foi a prevenção necessária na utilização da internet e cuidado no compartilhamento de dados, já que a comunidade tem acesso à internet pelo wi-fi da escola.

Os indígenas receberam do Procon Estadual cartilhas educativas sobre direitos do consumidor e mochilas e estojos com material escolar para as crianças, pela LBV.

Para Maurel, ações de educação para o consumo direcionadas aos alunos indígenas são extremamente importantes, pois levam noções básicas de cidadania e alertam sobre os direitos e obrigações dos consumidores. “A criança assimila a informação com rapidez e se transforma em um multiplicador junto à comunidade”, salienta.

“A participação dos professores e da coordenação da escola indígena também é essencial, visto que eles trabalham em sala de aula com as cartilhas do Procon. Isso faz com que a assimilação das informações seja ainda mais eficaz”, pontua o servidor do Procon-MT.



Educação para o consumo

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O projeto de ‘Educação para o Consumo’ desenvolvido pelo Procon-MT tem o objetivo de levar conhecimento aos consumidores e prepará-los para tomar decisões conscientes no seu dia a dia, nas contratações de serviços ou na aquisição de bens.

Para solicitar palestras do Procon, os interessados devem entrar em contato com a Coordenação de Relacionamento com os Municípios e Educação para o Consumo, pelo e-mail: [email protected].

Fonte: GOV MT

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MP MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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